terça-feira, 18 agosto 2020 16:26

FALECIMENTO DO PROFESSOR ALBERTO ARAÚJO

Por: Maria Dovigo.

É com profundo pesar que, como delegada em Lisboa, comunico em nome da AGLP o falecimento do professor Alberto Araújo, presidente da direção da Associação Timorense e da Plataforma PISCDIL-Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona.

Conheci o professor Alberto em 2011, com motivo da apresentação pública do protocolo entre a Pró-AGLP e o MIL-Movimento Internacional Lusófono na sede desta última associação em Lisboa. Fui então convidada por ele a participar nas comemorações do décimo aniversário da independência de Timor-Leste em 2012 com a conferência “Galiza e a sua língua no contexto europeu”, celebrada na Universidade Lusófona de Lisboa em novembro daquele ano. Colaborei com ele na fundação da Plataforma PISCDIL-Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona e na realização do primeiro congresso da plataforma, celebrado na Academia de Ciências de Lisboa, em novembro de 2015, onde nos reunimos pessoas das diásporas de todos os países da CPLP e outros territórios lusófonos, como Damau e Diu, Goa, Malaca e Galiza.

Inumeráveis são as ocasiões em que nos encontramos em diversos foros da sociedade civil sobre a lusofonia, o que me permitiu desfrutar do seu testemunho vivo sobre a memória recente de Timor-Leste, a ocupação indonésia e a resistência, e a importância das diásporas no processo de independência. Ouvi também o seu testemunho sobre a importância da lusofonia e da língua portuguesa para a sociedade timorense e, sobretudo, a sua visão das diásporas como reservas de pensamento, espaços de alianças da sociedade civil e focos de ação para construir um mundo mais justo.

Agradecemos ao professor Alberto não só a generosidade com que partilhou o seu conhecimento da história viva, como o entusiasmo incansável com que nos chamava para a importância da sociedade civil e das diásporas na construção de um mundo mais fraterno e a partilha da sua ideia para o futuro da lusofonia em que a sociedade galega deveria estar necessariamente presente.


 

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