Info Atualidade (336)

A Academia Galega da Língua Portuguesa, a Associaçom Galega da Língua e a Fundaçom Meendinho, com a adesão da Associaçom de Estudos Galegos, enviam carta ao Presidente do Governo Autómono da Galiza, Alberto Núñez Feijoo, a respeito da Lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia, aprovada no Parlamento autónomo em março de 2014. Reproduzimos o texto na íntegra.

A Casa da Língua Comum, de Santiago de Compostela, foi o espaço em que a AGLP celebrou o do Dia da Língua Portuguesa e Culturas da CPLP, no sábado 5 de maio.

A Academia Galega da Língua Portuguesa divulga uma entrevista à Doutora Georgina Benrós de Mello, Diretora Geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que foi registada o dia 7 de abril, durante a sua assistência ao II Encontro de Mulheres da Lusofonia. A Diretora Geral responde perguntas sobre a importância das mulheres na CPLP, a possibilidade de a Galiza vir a fazer parte desse organismo internacional, e uma valorização do trabalho da AGLP e do próprio Encontro de Mulheres que se estava a desenvolver na Casa da Língua Comum, sede da AGLP, em Santiago de Compostela

O 5 de maio é o dia instituído pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para organizar atos que celebrem o dia da Língua Portuguesa e Cultura na CPLP. Este ano, pela primeira vez, a Academia Galega da Língua Portuguesa vai colaborar nesta celebração, em coerência com a sua admissão na categoria de observador consultivo desse organismo internacional, em julho de 2017.

Organizado pela Câmara Municipal da Praia e a UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, terá lugar nessa capital, de 19 a 21 de abril, um novo Encontro de Escritores, que reunirá personalidades de diversas latitudes. O evento contará com a participação do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, o Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, bem como o Presidente da UCCLA, Vítor Ramalho, e diversas personalidades e escritores de Angola, China, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Pela Galiza, em representação da Academia Galega da Língua Portuguesa, estará presente a académica e escritora Concha Rousia, que intervirá com uma comunicação subordinada ao título "Mudança de narrativa linguística na Galiza". O encontro inclui atividades paralelas como uma mostra / feira do livro, a exposição "Praia e Literatura", ou visita ao Tarrafal.

segunda, 19 março 2018 07:58

II Encontro de mulheres da Lusofonia

II Encontro de Mulheres na Lusofonia: Mulheres, Territórios e Memórias

Santiago de Compostela. 6, 7, 8 de abril

A Academia Galega da Língua Portuguesa, a Associação Pró-AGLP e a UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta organizam o II Encontro de Mulheres da Lusofonia: Mulheres, territórios e memórias. O encontro visa criar uma rede plural feminista de mulheres do espaço lusófono, potenciando um entrecruzamento de diálogos, de experiências e de conhecimento.

O Encontro conta com o apoio da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, do Concelho de Santiago, da Livraria Lila de Lilith de Compostela, do Museu do Aljube. Resistência e Liberdade de Lisboa, do Projeto Cárcere da Corunha, da Marcha Mundial das Mulheres-Galiza, da Plataforma Femista Galega, da Ondjango Feminista (Angola) e da Fórum Mulher (Moçambique). 

 

CPLP apoia “II Encontro de Mulheres da Lusofonia: Mulheres, territórios, memórias”

O sábado 30 de dezembro, pelas 10 horas terá lugar na Casa da Língua Comum, sede da Academia Galega da Língua Portuguesa, um ato público de homenagem a José Luís Fontenla Rodrigues, em que intervirão o presidente da Academia, Rudesindo Soutelo, o académico Joám Trilho, que recordará a intensa atividade cultural, cívica, editorial e política do protagonista, durante quase 5 décadas. Seguidamente o professor Luís Fontenla (filho) e finalmente o próprio homenageado e doador da biblioteca, José Luís Fontenla Rodrigues.

 

O ato servirá para fazer entrega à família Fontenla do inventário e catálogo da biblioteca, com mais de 9200 títulos, trabalho realizado sob a responsabilidade de Joám Trilho durante a sua etapa de arquiveiro da AGLP.  Na mesma jornada o catálogo será disponibilizado, para consulta pública, na página web www.academiagalega.org

 

Lugar: Casa da Língua Comum - Rua de Emílio e de Manuel, 3, r/c

(Castinheirinho) - 15702 Santiago de Compostela

 

 

A Academia Galega da Língua Portuguesa foi admitida na Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP, na sessão que teve lugar o dia 21 de novembro, da qual fazem parte instituições da sociedade civil de diversos países de língua portuguesa, às quais adere a AGLP, na sequência da concessão do estatuto de Observador Consultivo da CPLP, acordado pela XXII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP realizado em Brasília em 20 de julho de 2017.

A Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa é uma estrutura operacional criada no âmbito dos Observadores Consultivos da CPLP que desenvolve actividade específica de debate e de troca de experiências sobre temas da sua área de competência, com vista à identificação e partilha de boas práticas e da implementação de projectos comuns, sempre enquadrada na ação geral prosseguida pela CPLP e com observância do estabelecido no Regulamento dos Observadores Consultivos.

No espaço da internet da Comissão indica-se que «A adoção do Plano de Ação de Brasília para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, em 2010, permitiu a criação de um instrumento que pudesse constituir a base de atuação nesta matéria. Foram identificadas as prioridades de implementação da língua portuguesa nas organizações internacionais; a promoção da língua portuguesa, nomeadamente através do ensino da língua no espaço da CPLP e do seu fortalecimento como língua estrangeira; a implementação do Acordo Ortográfico, que privilegia a existência de terminologias científicas e técnicas harmonizadas em todo o espaço da CPLP; a difusão pública, através da produção e disseminação de conteúdos audiovisuais em língua portuguesa; a importância e especificidade das diásporas, que são muitas vezes os embaixadores da língua portuguesa pelo mundo fora; e a participação da sociedade civil, na concretização das metas políticas».

Atualmente a sua coordenação corresponde à Doutora Maria Helena Melim Borges, em representação da Fundação Calouste Gulbenkian, com sede em Lisboa.

sábado, 04 novembro 2017 07:00

Falecimento de Maria Manuela Ribeira Cascudo

A AGLP teve a triste notícia do falecimento, no dia 3 de novembro, de Maria Manuela Ribeira Cascudo, ativista cultural lusófona e professora de língua e literatura galegas no ensino secundário.

Integrada em diversas associações culturais galegas, colaborou em numerosas iniciativas e atividades de difusão do reintegracionismo, bem como congressos internacionais para a promoção da língua.

Na página do Modelo Burela lembram que a Manuela, como muitas galegas, nascera fora da Galiza, concretamente na Bélgica, filha de emigrantes galegos. Passou os primeiros anos e parte da juventude como parte da emigração galega no país, frequentando o secundário nas localidades de Schaerbeek e Antuérpia.

Ainda que seus pais eram das Pontes, a vida levaria-a mais para o sul: depois de formar-se em Filologia Românica na Universidade de Santiago de Compostela, exerceria a docência nas localidades de Ginzo e Ourense. Para além disso, acabaria fixando a morada em Alhariz, junto o seu companheiro, o académico Isaac Alonso Estraviz.

Descanse em Paz.

Fonte: http://pgl.gal/deixou-nos-maria-manuela-ribeira-cascudo/

A Academia Galega da Língua Portuguesa publica os vídeos dos atos de tomada de posse da académica de número Teresa Moure Pereiro, que teve lugar na Casa da Língua Comum de Santiago de Compostela, o dia 17 de junho de 2017 O evento contou com a presença do Subdiretor Geral de Ação Exterior e de Cooperação Transfronteiriça do Governo Autónomo da Galiza, Xosé Lago, representação da AGAL com o seu Presidente, Eduardo Sanches Maragoto, da Associação de Docentes de Português na Galiza, pela sua presidente Antia Cortiças Leira, e numeroso público assistente.

O presidente da AGLP, Rudesindo Soutelo, apresentou a homenageada, professora de Linguística Geral da Universidade de Santiago de Compostela, cidade onde mora, indicando como méritos o facto de ser uma escritora polifacética de reconhecido prestígio, sendo que as suas publicações académicas incluem diversas linhas de investigação como a sociolinguística, etnolinguística, universais da linguagem e diversidade das línguas, e teoria feminista e linguagem.

No seu discurso de aceitação, a professora Teresa Moure foi desenhando o mapa identitário pessoal, autobiográfico, e o da Galiza, com percursos descritivos e críticos do mundo intelectual e a sua relação com a questão da língua, entre recursos literários do ficcional à heteronímia.

Dizendo, entre outras afirmações de compromisso, que «a criadora é uma mentirosa desde o início', porque «criar é interpretar, e talvez por isso, mentir». A nova académica citou a «mentira» em vários sentidos e significados, entre outros o da desonestidade intelectual de muitos que vivem do galego como ficção de língua independente do português, por oposição a uma atitude intelectual que procura a «verdade». Com emotividade e traços de autobiografia, o discurso manteve a atenção dos assistentes durante 40 minutos, deixando indicadas linhas de atuação e de reflexão como apelo ao mundo académico à sociedade no seu conjunto.

O discurso de aceitação correu a cargo do académico Mário Herrero, quem deu as boas vindas à nova colega, perguntando-se pela compatibilidade entre o ser académica e a rebeldia, falando das marginalidades, culturais e inteletuais. Refletindo sobre a função da Academia civil, independente, soberana, demasiado masculina, afirmando que «sempre é necessária um bocadinho mais de autocrítica». Assinalou como grande mérito de Teresa Moure ter tido a coragem de abandonar "a faixa central de rodagem da cultura galega legitimada institucionalmente». Assinalou ainda duas características da nova académica: «Uma magnífica prosa ficcional e uma vontade de ferro».

Seguidamente o presidente da Academia, Rudesindo Soutelo fez entrega do diploma e medalha da Academia a Teresa Moure, que agradeceu.

Para finalizar a jornada, teve lugar um ato literário com declamação de poesia, aberto à participação do público assistente, em que participaram, por esta ordem, Concha Rousia (organizadora do recital), José-Martinho Montero Santalha, Ângelo Cristóvão, Luís Gonçales Blasco, José Manuel Barbosa, Crisanto Veiguela Martins, Ângelo Brea, José Ramom Pichel, Mário Herrero, Antia Cortiças Leira e Aurelino Costa.Tomada posse Teresa Moure Pereiro.

 

 

LISTA DE VÍDEOS

 

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