Info Atualidade (363)

A Comissão do Programa e Relações Exteriores do Conselho Executivo da UNESCO endossou, por unanimidade, o dia 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa

Esta recomendação à próxima Conferência Geral da UNESCO propõe a adoção de uma resolução proclamando o 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa. A decisão será formalmente adotada pelo plenário dos cinquenta e oito membros do Conselho Executivo da UNESCO,  no próximo dia 23 de outubro. A deliberação final será efectuada na 40º sessão da Conferência Geral da UNESCO, que congrega os cento e noventa e três Estados-membros, entre 12 e 27 de novembro de 2019. A proposta foi submetida ao Conselho Executivo pelos nove Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o copatrocínio de mais vinte e quatro países de todos os continentes e com este endosso.

No documento, reconhece-se o papel e a contribuição da Língua Portuguesa para a preservação e disseminação da civilização e da cultura humanas, destacando que o Português é a língua mais falada do hemisfério sul e a língua oficial de três organizações regionais e da Conferência Geral da UNESCO. A proclamação de dias internacionais é da competência da Assembleia Geral das Nações Unidas e das agências especializadas da ONU, nas respetivas áreas de competência, como a UNESCO - nestes casos designando-se dias mundiais. Quando for oficialmente estabelecido, o Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser integrado no calendário celebrado pelas Nações Unidas.

O dia 5 de maio já tinha sido instituído como o "Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP", a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, decorrida na cidade da Praia, Cabo Verde.

A ACADEMIA GALEGA DA LÍNGUA PORTUGUESA tem-se somado já em anteriores ocasiões a esta comemoraçao e durante  a edição de 2020, a coincidir com a celebração do ANO CARVALHO CALERO, pretende desenvolver um amplo leque de atividades culturais, por volta da primeira semana do mês de maio, sob o cabeçalho de SEMANA DA LUSOFONIA.

 

Mais informação:

Web da CPLP

Notícias ao minuto

terça-feira, 15 outubro 2019 21:10

Volume 10 do Boletim da Academia

"Este volume décimo do Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa, correspondente ao ano 2017, sai do prelo, cumpridos os dez anos da constituição e solene inauguração da Academia Galega da Língua Portuguesa, naqueles passos iniciais, como secção da Associação Cultural Pró-AGLP. Foi longo o percurso e não isento de obstáculos até o estado atual em que se acha a Academia". (Fragmento da EDITORIAL do nº 10).

 

Academia Galega da Língua Portuguesa publica o volume 10 do Boletim. Nestes dous números, correspondentes ao ano 2017. Nele incluem-se estudos e trabalhos de Carlos Villar-Taboada, Rudesindo Soutelo, Xosé Ramón Freixeiro Mato, Adela Figueroa Panisse, António Gil Hernández, Josep J. Conill, Brian F. Head e José M. Barbosa / José M. Goris.

Figuram também as habituais secções de Instituição e Publicações.

 

Ligação para descarga, abaixo.

A Academia Galega da Língua Portuguesa e a Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores consultivos da CPLP promovem a Conferência «Juventude, Diásporas e Mobilidade Académica» a realizar em Santiago de Compostela, em 11 de outubro de 2019, no Centro Internacional de Estudos de Doutoramento e Avançados da Universidade de Santiago de Compostela.

O evento está organizado em duas sessões: «Juventude e mobilidade académica» e «O papel das diásporas na mobilidade».

Patrocinado pelo Governo autónomo, conta com oradores de Cabo Verde, Angola, Brasil, Portugal e Galiza.

Entrada livre.

 

Organização:

Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP

Academia Galega da Língua Portuguesa

Patrocínio:

Xunta de Galicia

Colaboração:

Grupo de Investigação Galabra da Universidade de Santiago de Compostela (USC)

Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG)

Fundaçom Meendinho

Associaçom Galega da Língua (AGAL)

 

Programa  em anexo, abaixo.


Acompanhe o evento ao vivo no YOUTUBE da USC.

 

 

O professor Isaac Alonso Estraviz recebeu as "Mãos de Irímia", escultura obra do artista Manuel Pardo, que também foi entregue a título póstumo a Santi Caneiro, ex-presidente da Associação de Gaiteiros Galegos.

 

As associações promotoras, Irmandade Manuel María e Xermolos, com a colaboração da Cámara Municipal de Meira renderam tributo ao escritor e filólogo, membro da AGLP,  Isaac Alonso Estraviz e ao músico Santiago Caneiro, falecido no passado mês de Julho.

 

O coordenador de "Xermolos", Afonso Blanco, declarou que queriam reconhecer o professor Estraviz "por toda uma vida dedicada ao estudo da nossa língua e a criar vínculos entre o galego e o português".

 

Mais informação no jornal EL PROGRESO

sábado, 28 setembro 2019 14:30

Reunião Geral da Cátedra UNESCO

A II Reunião Geral da Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas e Multililguismo está ocorrendo em dependências da Universidade de Macau os dias 24 e 28 de setembro.

No encontro participam oradores da África do Sul, Angola, Bangladesh, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Índia, Indonésia, Irão, Kazaquistão, Malásia e Rússia.

Os encontros terão por tema principal a apresentação e discussão sobre teoria e metodologia do multilinguismo.

 

O acordo de criação da Cátedra, estabelecida na Universidade de Santa Catarina, Brasil, indica no seu Artigo 2º que o seu objetivo consiste em “Promover um sistema integrado de pesquisa, treinamento, informação e documentação sobre a compreensão global da sustentabilidade, facilitando a colaboração entre pesquisadores de alto nível reconhecidos internacionalmente e professores da Universidade e outras instituições da América Latina e Caribe, Europa, África, Ásia e Pacífico e Europa”.

 

A Academia Galega da Língua Portuguesa é parceira local da Cátedra, sendo a sua coordenadora a professora Teresa Moure, da Universidade de Santiago de Compostela (USC).

Iniciou-se a quinta-feira 26 de setembro, e até ao sábado 28 o ciclo de cinema galego-português Mulheres, património e sociedade nos Multicines Norte de Vigo, onde serão projetadas peças audiovisuais de autoria galega e portuguesa.

A atividade está organizada pelo Camões-Instituto da Cooperação e da Língua e pelo Conselho da Cultura Galega em colaboração com a Universidade do Minho (UMinho) e a Vigo Film Office, e com o apoio da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP.

 

O objetivo dos organizadores é estimular o intercâmbio linguístico e cultural entre a Galiza e Portugal, além de alimentar o debate entre o público sobre a relação do património coa questões sociais transversais como, neste caso, são o património e o papel das mulheres na sociedade.

 

Os filmes a projetar são os seguintes: (Ver programação):

 

  • Tódalas mulleres que coñezo (2018) de Xiana Teixeiro,
  • Entre sombras  (2018) de Mónica Santos e Alice Guimarães
  • Alentejo, Alentejo (2013) de Sérgio Tréfaut
  • Tempo da recolleita (2018) de Félix Blume
  • Volta à terra (2014) de João Pedro Plácido
  • Cando mamá pechou as caixas (2018) de  Arancha A. Brandón

 

Por Ernesto V. Souza:

A história, a contrário do que se nos aprende na idade escolar, não é uma evolução graduada e progressiva de feitos, fatos, sucessos, personagens, grupos, ideias e acontecimentos, as mais das vezes é uma sucessão de mudanças, de alterações súbitas, de viradas bruscas, não poucas vezes apaixonadas, absurdas, cínicas e arbitrárias, normalmente condicionadas pelos indivíduos detentadores, capatazes ou representantes dos poderes existentes em cada momento. Mudanças que depois obrigam a recondicionamentos e reajustes justificativos, a novos destaques, apagados, descoloramentos e ausências na narrativa estabelecida.

Como já temos apontado, no centro da Galiza cultural, a partir de 1973 (e até 1982), há um debate intenso sobre a fixação da língua e a ortografia, aberto pelas mudanças educativas no tardofranquismo, na transição e na conformação do estado das autonomias fixado na Constituição do 78.

O debate começa com a possibilidade e projeto de introduzir as línguas espanholas não castelhanas no ensino oficial, por volta de 1973. O resultado já conhecemos, e está diretamente relacionado com a subalternidade consagrada no título 3 da Constituição Espanhola e com os jeitos, jeitinhos e os equilíbrios de poderes que dominaram a cena política galega antes, durante e depois da votação do Estatuto de 1981 e a articulação da Autonomia na Galiza.

O controlo de forças conservadoras, a menorização fragmentada do espaço nacionalista galeguista, o possibilismo dos culturalistas, e o projeto de laminação do republicanismo, do nacionalismo, na sua narrativa, memória e da discrepância definirão a política galega, que irá evoluindo desde a esperança e modernidade aperturista de meados dos 70, consoante e pioneira com a involução da cultura política, midiática da Espanha a partir de 1982.

A história, no que afeta diretamente a língua e a sua maneira de grafá-la, a sua proximidade e distância com o português, é relativamente conhecida e destaca precisamente esse ano 1º da Autonomia, como ponto de rotura. Não nos imos deter hoje nisto, que por outra banda já foi bem explicado pelos companheiros da Através.

Mas justamente, por isso resulta fresco e interessante, retroceder apenas um bocadinho no tempo para comprovar a violência da virada.

 

Texto completo:

Documentos anexos:

** A entrevista e os dous artigos, completos, no repositório Versão Original de Celso Álvarez Cáccamo, na UDC:

– Xosé Miguel A. Boo. 1980. “RICARDO CARBALLO CALERO, UNHA VIDA AO SERVICIO DE GALICIA” [entrevista]. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 20.   1980gal20.pdf

– Ricardo Carballo Calero. 1980. “GALIZA FORA DE SI – A VIDA DA NOSA CULTURA FORA DO PAIS (1950-1980)”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 6. => 1980gal06.pdf

– Ramón Lorenzo. 1980. “A LINGUA”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 25. => 1980gal25.pdf

 

 

Por Ernesto V. Souza:

A história, a contrário do que se nos aprende na idade escolar, não é uma evolução graduada e progressiva de feitos, fatos, sucessos, personagens, grupos, ideias e acontecimentos, as mais das vezes é uma sucessão de mudanças, de alterações súbitas, de viradas bruscas, não poucas vezes apaixonadas, absurdas, cínicas e arbitrárias, normalmente condicionadas pelos indivíduos detentadores, capatazes ou representantes dos poderes existentes em cada momento. Mudanças que depois obrigam a recondicionamentos e reajustes justificativos, a novos destaques, apagados, descoloramentos e ausências na narrativa estabelecida.

Como já temos apontado, no centro da Galiza cultural, a partir de 1973 (e até 1982), há um debate intenso sobre a fixação da língua e a ortografia, aberto pelas mudanças educativas no tardofranquismo, na transição e na conformação do estado das autonomias fixado na Constituição do 78.

O debate começa com a possibilidade e projeto de introduzir as línguas espanholas não castelhanas no ensino oficial, por volta de 1973. O resultado já conhecemos, e está diretamente relacionado com a subalternidade consagrada no título 3 da Constituição Espanhola e com os jeitos, jeitinhos e os equilíbrios de poderes que dominaram a cena política galega antes, durante e depois da votação do Estatuto de 1981 e a articulação da Autonomia na Galiza.

O controlo de forças conservadoras, a menorização fragmentada do espaço nacionalista galeguista, o possibilismo dos culturalistas, e o projeto de laminação do republicanismo, do nacionalismo, na sua narrativa, memória e da discrepância definirão a política galega, que irá evoluindo desde a esperança e modernidade aperturista de meados dos 70, consoante e pioneira com a involução da cultura política, midiática da Espanha a partir de 1982.

A história, no que afeta diretamente a língua e a sua maneira de grafá-la, a sua proximidade e distância com o português, é relativamente conhecida e destaca precisamente esse ano 1º da Autonomia, como ponto de rotura. Não nos imos deter hoje nisto, que por outra banda já foi bem explicado pelos companheiros da Através.

Mas justamente, por isso resulta fresco e interessante, retroceder apenas um bocadinho no tempo para comprovar a violência da virada.

 

Texto completo:

Documentos anexos:

** A entrevista e os dous artigos, completos, no repositório Versão Original de Celso Álvarez Cáccamo, na UDC:

– Xosé Miguel A. Boo. 1980. “RICARDO CARBALLO CALERO, UNHA VIDA AO SERVICIO DE GALICIA” [entrevista]. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 20.   1980gal20.pdf

– Ricardo Carballo Calero. 1980. “GALIZA FORA DE SI – A VIDA DA NOSA CULTURA FORA DO PAIS (1950-1980)”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 6. => 1980gal06.pdf

– Ramón Lorenzo. 1980. “A LINGUA”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 25. => 1980gal25.pdf

 

 

A palestra foi ministrada durante as  I Jornadas de Didática da Língua e da Literatura, celebradas na Escola de Magistério de Santiago de Compostela, 16, 17 e 18 de fevereiro de 1989.

 

A gravação original foi realizada e montada por Ramom Reimunde Norenha, quem cedeu o material à Academia Galega da Língua Portuguesa. A digitalização e edição é de Celso Alvarez Cáccamo (2019).

Esta obra tem uma Licença Creative Commons - BY-NC-ND-4.0 Internacional (Atribuição-NãoComercial-SemDerivações) - Academia Galega da Língua Portuguesa 2019. Pode-se reproduzir, exibir, copiar e distribuir parcial ou totalmente, sempre com atribuição da fonte. Não se pode exibir com fins comerciais. Não se pode alterar para fazer obras derivadas.

 

LIGAÇÃO AO VÍDEO

 

Notas sobre a edição.

A gravação original em vários fragmentos em fita de vídeo VHS-PAL foi levemente editada e montada numa cópia, também em VHS-PAL, nos anos da gravação. Esta fita de segunda geração foi recentemente digitalizada e editada para preservar a melhor qualidade possível, com desentrelaçamento dos campos da gravação PAL, e eliminação de linhas horizontais e verticais de ruído, com o resultado de 50 fotogramas progressivos por segundo em lugar de 25 entrelaçados. Para evitar a posterior pixelização, o vídeo não foi redimensionado mas incorporado numa matriz de 1280x720 píxeis. O vídeo contém um fragmento final que se conserva da fita de primeira geração.

A cópia na melhor resolução (5,6 GB) está a dispor de quem o solicitar.

Segundo a informação publicada na página web da RAG, "A Real Academia Galega dedicará o Día das Letras Galegas de 2020 a Ricardo Carballo Calero,  que dende o ano 1981 asinou as súas obras e escritos como Carvalho Calero.".

 

Ricardo Carvalho Calero (Ferrol, 1910 - Compostela, 1990), grande vulto da cultura galega do século XX, foi, segundo a filha Maria Vitória, de «vida densa e austera, dedicada a trabalhar pela Galiza e a sua cultura». O pensamento crítico e a defesa do reintegracionismo fizeram com que, durante bastantes anos da sua vida e mesmo posteriormente, o isolacionismo dominante na cultura e na política da Comunidad Autónoma de Galicia o submetesse ao ostracismo, não só injustificado, mas aberrante até.

 

MAIS INFORMAÇÃO:

 

Página da AGLP

Página da RAG

 

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