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Mostrando produtos por etiqueta: I Seminário de Lexicologia

UAb abre na Galiza o primeiro Centro localizado fora do território de Portugal
Academia Galega da Língua Portuguesa atuou de intermediária

O Concelho de Rianjo e a Universidade Aberta assinam hoje, 24 de janeiro, um Protocolo de Colaboração para a instalação de um Centro Local de Aprendizagem da UAb nesta vila galega. O ato vai ter lugar às 13 horas no Salão de Plenos da Câmara Muncipal, tendo como assinantes o Exmo. Sr. Reitor da UAb, Professor Doutor Carlos Reis, e o Exmo Sr. Presidente do Concelho de Rianjo, Pedro Pinheiro Hermida.

Está confirmada a assistência do Exmo. Sr. Pró Reitor da UAb, Domingos Caeiro, representantes dos grupos políticos municipais e da Fundação Castelao, Camilo Forján (Presidente da Câmara Municipal de Padrão), Gladys Bermúdez Siaba (Presidente da Associação de Empresários do Barbança), Xoaquín Canabal (Presidente de Associação de Empresários de Padrão, Rois e Dodro), José Martinho Montero Santalha (Presidente da AGLP), e a Comissão Executiva da Academia, Valentim Rodrigues Fagim (Presidente da AGAL e membro da AGLP), Alexandre Banhos (Presidente da Fundação Meendinho), além dos diretores dos centros escolares de Rianjo, e diversas personalidades.

O acordo para a instalação do Centro Local de Aprendizagem na Galiza, que abrirá as suas portas em breve no Auditório Municipal, inclui a dotação de diversas dependências como sala de exames, sala de computadores, gabinete do coordenador e biblioteca. Por sua parte, a Universidade contratará uma pessoa coordenadora, responsável pelo CLA, e enviará uma dotação suficiente de livros e materiais didáticos para os alunos.

A Universidade Aberta, uma das instituições europeias mais modernas e de maior prestígio na educação a distância, através do e-learning, abre na Galiza o primeiro Centro localizado fora do território de Portugal. Destarte cumpre-se um dos objetivos do Protocolo de Colaboração e Apoio Recíproco assinado entre essa Universidade e a Academia Galega da Língua Portuguesa, em Santiago de Compostela, em 5 de outubro de 2009, durante a realização do I Seminário de Lexicologia. No relacionamento entre Rianjo e a UAb, a Academia atuou no papel de intermediária, facilitando o contacto entre ambas as partes.

Mais info:

Publicado em Info Atualidade
quarta-feira, 17 março 2010 01:00

DVDs do I Seminário de Lexicologia

DVDs do I Seminário de Lexicologia

I Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa

Organização: Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa e Academia Galega da Língua Portuguesa.

Agradecimentos: Fundación Caixa Galicia.

Depósito Legal: C 4096-09

DVDs:

DVD 1: resumo; anúncios dos professores Malaca Casteleiro e Evanildo Bechara; entrevistas aos professores Martinho Montero Santalha (AGLP), Adriano Moreira (ACL), Carlos Reis (UAb), Artur Anselmo (ACL), Evanildo Bechara (ABL), J. Malaca Casteleiro (ACL) e Chrys Chrystello (Colóquios da Lusofonia).

DVD 2: assinatura do protocolo de colaboração (UAb - AGLP); ato de abertura.

DVD 3: primeira sessão; segunda sessão.

DVD 4: terceira sessão; quarta sessão; encerramento do Seminário.

[Programa detalhado: clicar aqui]

Música:

Triunfo incruento da estratégia (Rudesindo Soutelo)
Valsa e Alvorada (Arquivo Valladares)
Moinheira (Popular - Isabel Rei)

***

Isabel Rei, intérprete

Lugar e data: Santiago de Compostela, 5 de outubro de 2009.

Duração aproximada: 320 min.

Pode solicitar os DVDs escrevendo para pro[@]academiagalega.org

Publicado em DVDs da Academia
quarta-feira, 17 março 2010 22:21

Editado DVD do Seminário de Lexicologia da AGLP

Vídeo-resumo do I Seminário de Lexicologia

Já foi editado o DVD do Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa. O evento, realizado em Santiago de Compostela em 5 de outubro de 2009, reuniu alguns dos mais importantes lexicólogos da língua portuguesa, por convite da Academia Galega da Língua Portuguesa.

O DVD consta de 4 discos com a gravação integral do evento mais 7 entrevistas, somando 5 horas e 20 minutos. Está a ser distribuído gratuitamente em bibliotecas e instituições culturais. O resumo, assim como as entrevistas, foram disponibilizados na internet.

Porto EditoraPorto Editora publica Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, com 800 palavras do Léxico da Galiza

O Seminário de Lexicologia da AGLP foi o contexto em que o professor João Malaca Casteleiro apresentou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Porto Editora, que inclui 800 palavras do léxico galego. Este contributo lexical da Galiza fora inicialmente apresentado pela Academia Galega da Língua Portuguesa na sede da Academia das Ciências de Lisboa, em sessão conjunta com a Academia Brasileira de Letras, em 14 de abril.

O Prof. Casteleiro, orientador do trabalho, salientou a qualidade da equipa lexicográfica da Porto Editora, coordenada pela prof.a Ana Salgado, com a colaboração da Profa. Sofia Rodrigues, ambas presentes no ato.

Com 180.000 entradas lexicais, 5.000 vocábulos do Brasil, bem como africanismos e asiaticismos, e 2.500 antropónimos, é o primeiro vocabulário ortográfico publicado em Portugal de conformidade com o Acordo Ortográfico.

Será posto à venda em todas as livrarias associadas à editora a partir do dia 14 de outubro. A apresentação terá lugar em Lisboa, no Auditório do Padrão dos Descobrimentos, o dia 21.

Por sua vez, o Professor Evanildo Bechara, coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Brasileira de Letras, e autor de uma das melhores gramáticas da nossa língua, anunciou, na mesma sessão do Seminário de Lexicologia, a inclusão do léxico elaborado pela AGLP na próxima edição do Vocabulário Ortográfico dessa instituição.

Esta nova publicação, que poderá estar nas livrarias no início de 2010, terá um número de verbetes inferior aos 350.000 incluídos na 5ª edição, restringindo- se ao léxico mais frequente, o que permitirá obter maior difusão no grande público.

Na linha das declarações anteriores, o Professor Artur Anselmo indicou que, também, a Academia das Ciências de Lisboa irá incorporar o léxico elaborado pela AGLP na próxima edição do seu vocabulário, previsto para os próximos meses.

Anúncios dos professores João Malaca Casteleiro e Evanildo Bechara

Mais info:

UabO Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa, que terá lugar o dia 5 de Outubro em Santiago de Compostela, será o contexto em que o Ex.mo Sr. Presidente da AGLP e o Reitor Magnífico da UAb assinem um Protocolo de Colaboração.

Os aspectos fundamentais do documento referem a investigação, a valorização da língua portuguesa, e a difusão da oferta académica da Universidade Aberta.

O Presidente da Academia Galega, Prof. Doutor Montero Santalha, catedrático da Universidade de Vigo, referiu que esta convénio vai contribuir a visibilizar a situação do português da Galiza, e facilitar o acesso dos estudantes galegos ao ensino superior, não presencial, na sua língua.

Pela sua parte, o Reitor da Universidade Aberta, Prof. Doutor Carlos Reis, analisou as vantagens do e-learning, em entrevista dada recentemente ao jornal País Económico. Carlos Reis referiu também a Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) como um dos actuais desafios e opção estratégica da UAb, que disponibiliza mais de 20 cursos de ALV neste ano lectivo. A esse respeito, considera que a Universidade tem sabido “tirar proveito das potencialidades técnicas que o Ensino a Distância (EaD) dispõe” para rentabilizar uma vertente de ensino vocacionada para “públicos dispersos adultos, já formados, necessitados de reconversão profissional, necessitados de actualização de aprendizagem”.

Mais info:

quinta-feira, 17 setembro 2009 10:21

Seminário de Lexicologia da AGLP

Academia Galega da Língua Portuguesa

O repto dos vocabulários ortográficos

Data: 5 de outubro de 2009

Lugar: Fundação Caixa Galicia. Rua do Vilar, 19, Santiago de Compostela.

Destinado a professores, investigadores e estudantes de língua.

Inscrição prévia através do e-mail secretaria[@]academiagalega.org; através do tel. (+34)667628090; através do fax (+34)981811967

Horário

09h30 Recepção aos participantes
10h00 Ato de Abertura
10h30 Comunicações da manhã
14h30 Jantar
16h00 Comunicações da tarde
19h00 Encerramento do Seminário

 Objetivos

Analisar a situação, perspetivas e problemática da elaboração dos Vocabulários Ortográficos, no contexto da aplicação do Acordo Ortográfico.

Oferecer aos assistentes um panorama atual dos estudos de lexicologia. Apresentar os trabalhos da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP. Favorecer o intercâmbio de conhecimentos e projetos, criando um clima de colaboração.

 Oradores

Prof. Adriano Moreira, Vice-Presidente da Academia das Ciências de Lisboa e Presidente da Classe de Letras

Prof. Álvaro Iriarte Sanromán, AGLP e Universidade do Minho

Prof. Artur Anselmo, Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da ACL e Vice-Presidente da Classe de Letras

Prof. Evanildo Bechara, Academia Brasileira de Letras

Prof. Isaac Alonso Estraviz, Vice-Presidente da AGLP

Prof. João Malaca Casteleiro, Academia das Ciências de Lisboa

Prof. José-Martinho Montero Santalha, Presidente da AGLP

Prof.ª Mª Francisca Xavier, Universidade Nova de Lisboa Prof.ª Mª Lourdes Crispim, Universidade Nova de Lisboa

Resumo dos conteúdos

As jornadas começam às 09h30, após a abertura do secretariado e entrega de materiais, com a assinatura do Protocolo de Colaboração entre a AGLP e a Universidade Aberta. Excelentíssimo Sr. Reitor, Professor Doutor Carlos Reis, e o Excelentíssimo Senhor Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa, Professor Doutor José-Martinho Montero Santalha, apresentarão a oferta educativa da Universidade Aberta.

Os aspetos fundamentais do documento referem a colaboração na investigaçom, a valorização da língua portuguesa, e a difusão da oferta académica da Universidade Aberta. A este respeito, o presidente da AGLP referiu que esta colaboração vai contribuir a visibilizar a situação do português da Galiza, e facilitar o acesso dos estudantes galegos ao ensino superior, não presencial, na sua língua.

Imediatamente a seguir, às 10h00 terá lugar o Ato de Abertura, com os Professores Martinho Montero da Academia Galega da Língua Portuguesa, Adriano Moreira e Malaca Casteleiro da Academia das Ciências de Lisboa, Evanildo Bechara da Academia Brasileira de Letras e autoridades. Atuará em qualidade de moderador Ângelo Cristóvão.

A primeira sessão começa às 10h30 com a palestra "Léxico da Galiza para os dicionários comuns da língua portuguesa: problemas e possíveis critérios de seleção", ministrada por Montero Santalha. Após esta primeira intervençom, Adriano Moreira falará dos "Temas da implantação e preservação da língua" e Evanildo Bechara analisará os "Passos na implantação do Acordo Ortográfico no Brasil". A seguir, às 12h00, realizará-se um debate entre os oradores e os assistentes que quisserem participar.

Com uma pausa para o café de por meio, começará a segunda sessão, em que Artur Anselmo explicará "História dos Vocabulários da Língua Portuguesa editados em Portugal (1866-1970)". Às 13h30 Álvaro Iriarte Sanromán falará sobre "O Dicionário de Espanhol-Português como ferramenta para a codificação do português da Galiza". A seguir realizará-se um debate e haverá um tempo para o almoço.

A terceira sessão terá como protagonistas aos professores João Malaca Casteleiro, que falará dos "Critérios para a elaboração do Dicionário Ortográfico de Pronúncias", às 16h00; e Isaac Alonso Estraviz, que falará do "Dicionário Eletrónico Estraviz", por volta das 16h30.

A última sessão está marcada para 17h30. Maria Francisca Xavier falará do "Dicionário do Português Medieval - Fontes e elementos lexicais galegos - (I)". Na mesma linha do anterior, às 18h00, Maria de Lourdes Crispim continuará a falar do "Dicionário do Português Medieval - Fontes e elementos lexicais galegos - (II)"

Finalmente, às 19h00 procederáse ao acto de encerramento do Seminário, em que participarão os Professores José-Martinho Montero Santalha (AGLP), Adriano Moreira e Malaca Casteleiro (ACL), Evanildo Bechara (ABL) e autoridades.

Mais info:

segunda-feira, 30 novembro 2009 09:00

Vídeo-entrevista a Adriano Moreira, vice-presidente da ACL

«A língua é um problema que não diz apenas a respeito dos governos,
é uma parcela do problema do património imaterial da humanidade»

PGL | AGLP - O professor Adriano Moreira, natural de Macedo, perto de Bragança, a cuja Biblioteca Municipal entregou este ano 10.000 exemplares do seu arquivo privado, é atualmente Presidente da Classe de Letras e Vice-Presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Nesta qualidade, é o máximo responsável pelas decisões académicas portuguesas na questão da língua. Na entrevista respondeu as perguntas de Alberto Pombo, do Portal Galego da Língua, num intervalo do Seminário de Lexicologia da AGLP, realizado em Santiago de Compostela o dia 5 de outubro de 2009.

Para o professor, a questão da língua ultrapassa os Estados. A língua «é um problema que não diz apenas a respeito dos governos, é uma parcela do problema do património imaterial da humanidade».

Na conjugação entre «a palavra do poder e o poder da palavra», o que será presidente da Academia das Ciências de Lisboa em 2010 assinalou as duas dimensões em que cabe perspetivar a língua: por um lado a sociedade, por outro, os governos, correspondendo a cada um uma parcela de ação diferente.

Quanto à política de língua, o professor de origem transmontana salientou o papel da Universidade Aberta no plano internacional, e a função do Brasil como ator global. Afirmou que, neste momento, «cabe ao Brasil um papel extremamente importante na dinamização destes problemas», acreditando que terá um lugar no Conselho de Segurança da ONU.

Na questão do Vocabulário Ortográfico da Academia das Ciências de Lisboa, cuja edição será anunciada em breve, indicou que está prevista a elaboração de um Vocabulário Comum, depois de cada país ter editado os seus contributos, sendo que está em causa a intervenção dos governos nesta matéria.

segunda-feira, 14 dezembro 2009 09:00

Vídeo-entrevista a Artur Anselmo, presidente da CLL da ACL

PGL | AGLP - Artur Anselmo é Presidente da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ciências de Lisboa. Alto-minhoto de família originária da Galiza, e alto-alentejano pelo lado paterno, tem lecionado Língua, Literatura e Cultura Portuguesa, assim como Cultura Clássica, Semiologia e História do Livro, em universidades da Europa e do Brasil. Uma das suas obras mais conhecidas As Origens da Imprensa em Portugal (1981).

Nesta entrevista realizada por Diego Bernal, do Portal Galego da Língua, salienta a posição da ACL entre as mais antigas academias europeias (1779), tendo o papel mais importante na preservação da língua. Inclui as classes de Ciências e Letras, sendo instituição de referência que o governo deve consultar nos assuntos da língua. A presidência da ACL corresponde anualmente, de forma alternativa, aos presidentes das classes de ciências e de letras.

A Classe de Letras da ACL

A função principal da Classe de Letras é a edição de glossários, vocabulários e dicionários que permitam atualizar constantemente a língua. Diz Anselmo que «o trabalho do lexicógrafo não se restringe à simples indicação descritiva das palavras: ele tem de registar também as alterações de sentido». Deve atualizar-se constantemente a língua, com contribuições de uso generalizado e corrente que mereçam ser introduzidos nos dicionários.

Neste sentido, indicou que a terceira edição do Vocabulário Ortográfico da ACL está prevista para breve, e terá entre 60 e 70 mil entradas, dando continuidade à tradição da academia portuguesa. Regista «as palavras de uso corrente e generalizado, nem arcaísmos nem neologismos que tanto entram na língua, como saem».

Continua o professor indicando que «a língua não é de ninguém, é de todos». «Todo o que seja visões estáticas, tentar conter a língua em barreiras, prisões... é uma atitude anticientífica».

A posição dominante do inglês

Lamentou o professor a posição dominante do inglês, como segunda edição do que aconteceu com o latim dos Romanos. Rejeita «a ideia da imposição de uma língua única ao mundo», lamentando o declínio de certas línguas da Europa, como o francês. Considera que o inglês está a ser usado, em determinados âmbitos, de forma desnecessária, o que resulta num empobrecimento.

segunda-feira, 07 dezembro 2009 09:00

Vídeo-entrevista a Carlos Reis, reitor da UAb

«A Universidade Aberta está interessada em criar na Galiza
um ou dois Centros Locais de Aprendizagem»

PGL | AGLP - O Prof. Carlos Reis, Reitor da Universidade Aberta, é um conhecido divulgador da obra de Eça de Queirós, tendo realizado edições críticas de várias das suas obras, como O Crime do Padre Amaro. Como especialista participou, o dia 6 de outubro, no júri da tese de doutoramento que Joel Gomes apresentou no Paraninfo da Universidade de Santiago, sobre a obra do saudoso professor galego Ernesto Guerra da Cal. Precisamente, o professor nascido em Ferrol foi o seu mestre e mentor.

Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ensaísta e correspondente da Real Academia Española, este professor nascido na Angra do Heroísmo, Açores, que foi Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal e Presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, é provavelmente mais conhecido na Galiza pela sua faceta na defesa e promoção da língua portuguesa. Foi muito comentada a sua intervenção na Conferência Internacional / Audição Parlamentar de 7 de abril de 2008, na Assembleia da República Portuguesa, em defesa do Acordo Ortográfico, frente à posição do eurodeputado Vasco Graça Moura, em nome dos contrários às novas regras da escrita. Foi no mesmo evento em que participaram o ex-presidente da AGAL, Alexandre Banhos, e o presidente da Associação Cultural Pró AGLP, Ângelo Cristóvão.

Na entrevista realizada por Alberto Pombo, do Portal Galego da Língua, o reitor começou explicando a função da Universidade Aberta como instituição pública do ensino a distância, orientada a um público adulto, que frequentemente procura uma requalificação profissional. Afirmou que o processo de aprendizagem ao longo da vida está adquirindo uma maior importância, uma vez que «o ciclo dos saberes, hoje, é muito rápido, e o ciclo da vida ativa é mais longo do que era no passado». Justamente é a esta parcela que se destinam os esforços da Universidade Aberta.

Colaboração AGLP - UAb

Relativamente ao Protocolo de Colaboração entre a AGLP e a Universidade Aberta, assinado o mesmo dia 5 de outubro no início do Seminário de Lexicologia, afirmou que «A língua portuguesa é uma língua acessível para praticamente qualquer galego e, portanto, nesse sentido, dada a facilidade de circulação dos diplomas... nós pensamos que era possível, e útil e pertinente, estendermos a nossa oferta pedagógica à Galiza», declarando a intenção de criar na Galiza um ou dois Centros Locais de Aprendizagem, «pequenas estruturas de apoio aos estudantes, presença da nossa oferta pedagógica, contacto com as populações, com as empresas, etc».

Continuou a sua exposição manifestando que «isto -e gostava de deixar bem clara esta posição- não representa da nossa parte, como universidade pública portuguesa, nem da minha parte como reitor, nenhuma espécie de posição antiespanhola. Esta é uma coisa que eu quero deixar claríssima». Lembrou neste sentido a sua dívida com o professor Guerra da Cal, que defendia a língua e cultura da Galiza, afirmando sempre que isso não significava uma posição contra a Espanha.

Política de Língua

Quanto à política de Língua do seu país, manteve que «A política de língua hoje em Portugal não pode ser a mesma que há 30 ou 35 anos». Devendo ter em conta a existência de 8 estados da CPLP, e ainda a Galiza, que «tem um papel importante a representar». Disse ainda que «a política de língua tem de ter em conta, antes de mais, a diversidade e um sentido estratégico de concertação». Salientou também «o papel de dinamizador de consensos que o Brasil pode desempenhar aqui».

Galiza e a CPLP

A respeito das possibilidades de a Galiza fazer parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, acreditou: «É aceitável pensar que um dia se encontrará a forma de reunir os equilíbrios para que, uma nação como a Galiza, que tem a sua cultura, a sua identidade, a sua paisagem, a sua gente, a sua língua, ainda com os debates que esta língua sempre provoca, um dia faça parte, realmente, da CPLP, no estatuto que se entender que é o mais adequado».

PGL | AGLP - Nesta entrevista o Presidente da Comissão Executiva dos Colóquios da Lusofonia, Chrys Chrystello, dá mais detalhes da sua tarefa e do seu compromisso social. Uma circum-navegação que o levou de Portugal a Timor, Macau e Austrália, com regresso a Portugal, onde atualmente reside nos Açores.

Com o lema «Não prometemos, fazemos», os Colóquios, que se realizam desde 2001 e já chegaram a 12 edições, têm escolhido em sucessivos anos, temas de atualidade como a questão da língua mirandesa, o português em Timor, o Acordo Ortográfico ou o português da Galiza.

«Os colóquios da lusofonia são independentes, livres, admitem todos os temas, sem pressões de instituições ou governos». Assim define Chrys Chrystello esta iniciativa cultural que começou a realizar-se em 2001-2002 e continua todos os anos a levar escritores, professores e investigadores dos quatro continentes a Bragança (em outubro) e aos Açores (em abril). Neste sentido, afirma serem os Colóquios «os representantes da sociedade civil capaz e atuante».

O seu recente livro Chrónicaçores: Uma circum-navegação, foi descrito como um belo texto com os lados de um triângulo: Autobiografia, livro de aventuras e registo histórico. Pode o leitor aproximar-se dele com três perspetivas, comprovando ao mesmo tempo a intensidade vital associada à crítica social, a minuciosidade na descrição dos factos, e a análise dos diferentes tipos humanos. Disse o autor em 2006: «O único defeito de que não podem acusar-me é de ser politicamente correto».

A dinâmica dos Colóquios

O balanço dos últimos anos é, para o presidente dos Colóquios da Lusofonia, enormemente satisfatório, pondo como exemplo ter ajudado à criação da AGLP, a elaboração em curso da Diciopédia Contrastiva da Língua Portuguesa, com 36 especialistas a trabalhar na sua elaboração, a criação dos Estudos Açorianos que serão ministrados à distância na Universidade do Sul de Santa Catarina, e em modo presencial na Universidade do Minho. Entre os projetos em curso, o Museu da Língua Portuguesa em Bragança, previsto para começar a funcionar em 2011, e a promoção de uma nova Academia da Língua em Portugal, que considera absolutamente necessária.

O Encontro Açoriano da Lusofonia terá lugar em 2010 em Florianópolis, Santa Catarina, tendo previsto ir em anos seguintes a Maputo e Macau, manifestando também a sua vontade de se realizar uma edição na Galiza.

Política de língua

Entende o professor Chrystello que, nestes temas, o governo português não tem uma perspetiva histórica. Precisa-se a criação de uma política de longo prazo, independente de governos, para que a língua seja preservada, atuando lá onde houver falantes de português. Além disto, considera que o Acordo Ortográfico é «um ótimo instrumento» para uma política de língua de futuro, afirmando a facilidade para realizar as adaptações às novas regras.

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