Universidade Aberta de Lisboa

Primeiros frutos do acordo de colaboraçom entre a AGLP
e a
Universidade Aberta de Lisboa (UAb)

PGL – O acordo de colaboraçom entre a AGLP e a Universidade Aberta de Lisboa (UAb), assinado no Seminário de Lexicologia que tivo lugar em Compostela no mês de Outubro,  concretiza-se agora com o compromisso em firme da Universidade Aberta de abrir dous centros na Galiza para começar a sua actividade no vindouro curso académico 2010-2011.

Os galegos e galegas interessadas em matricular-se nalgum dos títulos, mestrados ou doutorados que a instituiçom pública portuguesa de ensino a distancia oferece, poderám fazê-lo entre os meses de maio ou junho do ano próximo.

No portal web da UAb já foi disponibilizada a informaçom relativa à oferta académica e aos requerimentos de matrícula. O acesso é livre para os universitários galegos, já que pode aceder qualquer aluno em posse do  título ou que tenha aprovada, no mínimo, umha disciplina. Os demais, terám que fazer um exame de acesso.

O reitor da UAb, o professor Carlos Reis, referiu que «a língua portuguesa é umha língua acessível para qualquer galego» e que «dada a facilidade de circulaçom dos diplomas», entendêrom «possível, útil e pertinente, estender a oferta pedagógica à Galiza».

Ainda, Reis asseverou que «é aceitável pensar que um dia se encontrará a forma de reunir os equilíbrios para que umha naçom como a galega forme parte, realmente, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no estatuto que se entenda que é o mais adequado».

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Dia 24 de janeiro, às 13h00, no Salão de Plenos da Câmara Municipal de Rianjo, o seu Presidente, Pedro Piñeiro Hermida assinou um protocolo de colaboração com o Reitor da UAb, Carlos Reis, polo qual a entidade universitária vai instalar um Centro Local de Aprendizagem (CLA) nesta vila galega, o que vem a representar a primeira instituição deste teor que se erige fora de território português.

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Universidade Aberta de Lisboa

É fruto do acordo assinado pela Universidade
e a Academia Galega da Língua Portuguesa

PGL - No vindouro mês de junho inicia o prazo para o público galego se inscrever nos cursos que a Universidade Aberta (UAb) vai ministrar no centro que vai abrir Galiza a partir do curso 2010-2011.

Cumpre lembrar que esta possibilidade é graças a um acordo de colaboração assinado entre a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) e a UAb no Seminário de Lexicologia, que teve lugar em Compostela no mês de outubro do ano passado.

O alunado residente na Galiza que possuir um título universitário ou bem tenha superado, em algum momento, quanto menos uma matéria de uma titulação universitária (esteja ou não adequada a Bolonha) não precisa de realizar exame de acesso, e pode inscreverse diretamente naUAb sem mais requisitos.

Como é lógico, a língua veicular do ensino na UAb é o português. Porém, nos cursos em que se ministram línguas estrangeiras, o nível de conhecimentos prévio necessário para os realizar pode ser consultado na informação docente de cada matéria.

Aquelas pessoas que ainda não frequentaram uma instituição de ensino superior devem realizar um exame de acesso específico, além de ter superado as Provas de Acesso à Universidade (PAAU) da Galiza ou a prova de acesso para maiores de 25 anos.

A taxa de inscrição por cada crédito ECTS é de 18€, de forma que o preço por cada matéria ou unidade curricular é de 180€. As licenciaturas costumam ter um total de 180 créditos , estruturados em três anos académicos, se bem, é o aluno quem decide o número de matériasemque se inscreve cada ano.

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UabO Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa, que terá lugar o dia 5 de Outubro em Santiago de Compostela, será o contexto em que o Ex.mo Sr. Presidente da AGLP e o Reitor Magnífico da UAb assinem um Protocolo de Colaboração.

Os aspectos fundamentais do documento referem a investigação, a valorização da língua portuguesa, e a difusão da oferta académica da Universidade Aberta.

O Presidente da Academia Galega, Prof. Doutor Montero Santalha, catedrático da Universidade de Vigo, referiu que esta convénio vai contribuir a visibilizar a situação do português da Galiza, e facilitar o acesso dos estudantes galegos ao ensino superior, não presencial, na sua língua.

Pela sua parte, o Reitor da Universidade Aberta, Prof. Doutor Carlos Reis, analisou as vantagens do e-learning, em entrevista dada recentemente ao jornal País Económico. Carlos Reis referiu também a Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) como um dos actuais desafios e opção estratégica da UAb, que disponibiliza mais de 20 cursos de ALV neste ano lectivo. A esse respeito, considera que a Universidade tem sabido “tirar proveito das potencialidades técnicas que o Ensino a Distância (EaD) dispõe” para rentabilizar uma vertente de ensino vocacionada para “públicos dispersos adultos, já formados, necessitados de reconversão profissional, necessitados de actualização de aprendizagem”.

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terça-feira, 17 novembro 2015 01:00

Universidade Aberta na Galiza

O Município de Rianjo e Universidade Aberta chegam a um acordo para instalar um Centro desta universidade na vila galega. O entendimento chega depois de uma reunião em Rianjo pela qual se acordou instalar um Centro Local de Aprendizagem (CLA) da Universidade Aberta, em aplicação do Protocolo de Colaboração assinado há vários anos entre o Concelho e a Universidade.

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segunda-feira, 07 dezembro 2009 09:00

Vídeo-entrevista a Carlos Reis, reitor da UAb

«A Universidade Aberta está interessada em criar na Galiza
um ou dois Centros Locais de Aprendizagem»

PGL | AGLP - O Prof. Carlos Reis, Reitor da Universidade Aberta, é um conhecido divulgador da obra de Eça de Queirós, tendo realizado edições críticas de várias das suas obras, como O Crime do Padre Amaro. Como especialista participou, o dia 6 de outubro, no júri da tese de doutoramento que Joel Gomes apresentou no Paraninfo da Universidade de Santiago, sobre a obra do saudoso professor galego Ernesto Guerra da Cal. Precisamente, o professor nascido em Ferrol foi o seu mestre e mentor.

Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ensaísta e correspondente da Real Academia Española, este professor nascido na Angra do Heroísmo, Açores, que foi Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal e Presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, é provavelmente mais conhecido na Galiza pela sua faceta na defesa e promoção da língua portuguesa. Foi muito comentada a sua intervenção na Conferência Internacional / Audição Parlamentar de 7 de abril de 2008, na Assembleia da República Portuguesa, em defesa do Acordo Ortográfico, frente à posição do eurodeputado Vasco Graça Moura, em nome dos contrários às novas regras da escrita. Foi no mesmo evento em que participaram o ex-presidente da AGAL, Alexandre Banhos, e o presidente da Associação Cultural Pró AGLP, Ângelo Cristóvão.

Na entrevista realizada por Alberto Pombo, do Portal Galego da Língua, o reitor começou explicando a função da Universidade Aberta como instituição pública do ensino a distância, orientada a um público adulto, que frequentemente procura uma requalificação profissional. Afirmou que o processo de aprendizagem ao longo da vida está adquirindo uma maior importância, uma vez que «o ciclo dos saberes, hoje, é muito rápido, e o ciclo da vida ativa é mais longo do que era no passado». Justamente é a esta parcela que se destinam os esforços da Universidade Aberta.

Colaboração AGLP - UAb

Relativamente ao Protocolo de Colaboração entre a AGLP e a Universidade Aberta, assinado o mesmo dia 5 de outubro no início do Seminário de Lexicologia, afirmou que «A língua portuguesa é uma língua acessível para praticamente qualquer galego e, portanto, nesse sentido, dada a facilidade de circulação dos diplomas... nós pensamos que era possível, e útil e pertinente, estendermos a nossa oferta pedagógica à Galiza», declarando a intenção de criar na Galiza um ou dois Centros Locais de Aprendizagem, «pequenas estruturas de apoio aos estudantes, presença da nossa oferta pedagógica, contacto com as populações, com as empresas, etc».

Continuou a sua exposição manifestando que «isto -e gostava de deixar bem clara esta posição- não representa da nossa parte, como universidade pública portuguesa, nem da minha parte como reitor, nenhuma espécie de posição antiespanhola. Esta é uma coisa que eu quero deixar claríssima». Lembrou neste sentido a sua dívida com o professor Guerra da Cal, que defendia a língua e cultura da Galiza, afirmando sempre que isso não significava uma posição contra a Espanha.

Política de Língua

Quanto à política de Língua do seu país, manteve que «A política de língua hoje em Portugal não pode ser a mesma que há 30 ou 35 anos». Devendo ter em conta a existência de 8 estados da CPLP, e ainda a Galiza, que «tem um papel importante a representar». Disse ainda que «a política de língua tem de ter em conta, antes de mais, a diversidade e um sentido estratégico de concertação». Salientou também «o papel de dinamizador de consensos que o Brasil pode desempenhar aqui».

Galiza e a CPLP

A respeito das possibilidades de a Galiza fazer parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, acreditou: «É aceitável pensar que um dia se encontrará a forma de reunir os equilíbrios para que, uma nação como a Galiza, que tem a sua cultura, a sua identidade, a sua paisagem, a sua gente, a sua língua, ainda com os debates que esta língua sempre provoca, um dia faça parte, realmente, da CPLP, no estatuto que se entender que é o mais adequado».