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Um projeto históricoNos últimos anos vem-se discutindo nos ambientes universitários galegos a necessidade de constituir uma nova academia da língua que responda aos critérios históricos e científicos por que se regem todas as línguas europeias, coerente com a ideia de unidade do galego-português que representaram vultos como Guerra da Cal, Carvalho Calero, Rodrigues Lapa ou Lindley Cintra, que em 1984 incluíra os dialetos galegos entre os do português europeu, na Gramática que editou junto de Celso Cunha.

Com este intuito, a 1 de dezembro de 2007 foi criada em Santiago de Compostela a Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa. Inscrita no Registo de Associações, esta entidade, que está integrada por docentes, advogados, editores, empresários e escritores, tem por finalidade principal a constituição da citada Academia. O projeto tem o apoio das principais associações lusófonas da Galiza.

A marca «Academia Galega da Língua Portuguesa» foi registada nos territórios da República Portuguesa e o Reino da Espanha, pois uma das finalidades desta entidade é a publicação de coleções de literatura clássica, linguística e sociolinguística, além de teses de doutoramento.

O projeto da AGLP recebeu o apoio dos académicos Malaca Casteleiro (da ACL) e Evanildo Bechara (da ABL) numas conferências organizadas em 8 de Outubro na Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela.

Recentemente, participamos na Conferência Internacional / Audição Parlamentar do dia 7 de abril, na Assembleia da República Portuguesa, junto da delegação das Entidades Lusófonas Galegas. O presidente da Associação, Ângelo Cristóvão, apresentou a posição favorável ao processo de unidade da escrita, e explicou o papel que pretendemos dar à nossa academia. A terça-feira 8 de abril fomos recebidos em Lisboa pelo Doutor Adriano Moreira, Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, na sede dessa instituição.