Membros Numerários

Membros Numerários (31)

Patronato da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa

Alonso Estraviz, Isaac (1935)

Álvarez Cáccamo Celso (1958)

Barbosa Álvares, José Manuel (1963)

Brea Hernández, Ângelo José (1968)

Cristóvão Angueira, José Ângelo (1965)

Durão Rodrigues, Carlos (1943)

Evans Pim, Joám (1983)

Gil Hernández, António (1941)

Gonçales Blasco, Luís (1941)

Herrero Valerio, Mario (1968)

Iriarte Sanromán, Álvaro (1962)

Martins Estévez, Higino (1941)

Montero Santalha, José-Martinho (1947)

Nozeda Ruitinha, Mário Afonso (1953)

Paradelo Rodrigues, Francisco Manuel (1966)

Paz Rodrigues, José (1950)

Rei Samartim, Isabel (1973)

Reimunde Norenha, Ramom (1949)

Rodrigues Fagim, Valentim (1971)

Rodrigues Fernandes, Jose Ramão (1955)

Rousia, Concha (1962)

Seoane Dovigo, Maria (1972)

Soutelo, Rudesindo (1952)

Trilho, Joám (1942)

Vasques Souza, Ernesto (1970)

Vásquez Corredoira, Fernando (1965)

Vásquez Freire, Xavier (1976)

Veiguela Martins, Crisanto (1959)

Vidal Bouzon, Álvaro Jaime (1968)

Vilhar Trilho, Xavier (1943)

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Herrero Valerio, Mario (1968)

 

CURRICULUM VITAE
 

Mário J. Herrero Valeiro
 
Corunha (02-02-1968)
 
 
Doutor em Filologia Hispânica pela Universidade da Corunha (2000). Licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade de Santiago de Compostela (1991). Programa de Doutoramento “Discurso e sociedade” na Universidade da Corunha (1991-1993).
 
Professor Associado, tempo parcial (T3-P3), de Língua Espanhola na Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Santiago de Compostela”, ano letivo de 1994-1995.
 
 Tradutor Oficial (Juramentado) de Português, habilitado pelo Ministério dos Assuntos Exteriores do Reino de Espanha, com nomeação em 2006. Tradutor autónomo profissional a partir de setembro de 2001.
 
Publicações
 
Livros.
 
2011. Guerra de grafias e conflito de elites na Galiza contemporânea (textos e contextos até 2000). Através Editora: Santiago de Compostela.
 
2015. Ilusões glotopolíticas e criação de realidades: A substituição do galego e a normalização do espanhol na Galiza contemporânea (Textos e contextos no período 1971-2000). Através Editora: Santiago de Compostela.
 
Artigos em atas de Congressos, Simpósios ou Seminários.
 
1993. “Identidade e espaço nacional no discurso sobre a(s) língua(s) na Galiza (mínimas reflexões glotopolíticas e político-lin¬guísticas)”. Atas do Congresso Internacional A língua portuguesa no mundo, terceira língua de comunicação internacional, 200 milhões de lusófonos [Nós. Revista da Lusofonia 29-34], pp. 139-145.
 
1994. “ ‘Ciência’ e ideologia na ‘inves¬tigação sociolinguística’ na Galiza”. Atas do Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literaturas Lusófonas [Temas do Ensino de Linguística, Sociolinguística e Literatura 27-38], pp. 195-205.
 
1995. “Emergência e desinte¬gração: elementos para uma definição das identidades grupais e linguísticas nos espaços plurilingues”. Atas do III Congresso Internacional de Literaturas Lusófonas [Nós. Revista Internacional da Lusofonia 41-50], pp. 167-188.
 
1996. “Planificação do corpus, planificação da identidade: uma interpretação glotopolítica da guerra de grafias na Galiza”. Pré-atas do Congresso Internacional A Construção Linguística da Identidade Social e Individual, Universidade de Évora, pp. 37-42.
 
1999. “Glotopolítica: uma especulação sobre delimitação e ideologização de conceitos”. Actas del I Congreso Internacional de la Sociedad Española de Historiografía Lingüística [Arco Libros, Madrid], pp. 397-407.
 
2003. “Ilusões glotopolíticas e planificação linguística na Galiza”. Actas do I Simposio Internacional sobre o Bilingüismo. Comunidades e individuos bilingües (edição em CD), Universidade de Vigo.
 
2003. “Pureza e (des)lealdade linguísticas na ideologização das condutas de fala na Galiza” (com Luzia Domínguez Seco). Actas do I Simposio Internacional sobre o Bilingüismo. Comunidades e individuos bilingües (edição em CD), Universidade de Vigo.
 
1993. “Ques¬tionário na Europa con¬tem¬porânea” (autoria coletiva). O uso da línguas minorizadas na pers¬pec¬tiva da Europa Comunitária, Corunha, Associaçom Galega da Língua,  pp. 49-60.
 
1993. “Pers¬pectivas de relacionamento cul¬tural entre Portugal e a Galiza no quadro europeu” (autoria coletiva). O uso da línguas minorizadas na pers¬pec¬tiva da Europa Comunitária, Corunha, Associaçom Galega da Língua, pp. 61-74
 
Livros coletivos, revistas e cadernos
 
1993. “Guerre des graphies et conflit glottopolitique: lignes de discours dans la sociolinguistique galicienne”. Plurilinguismes 6 (Sociolinguistique galicienne), pp. 181-209.
 
1993. “Elites e discurso linguístico. Poder, criação de reali¬dades e lógicas da exclusão democrática”. Formi¬gueiro. Revista da Federacións de Asociacións Culturais Galegas 1, pp. 14-17.
 
1995. Linhas discursivas e âmbitos de análise no discurso sobre a língua na Galiza. Primeiro cader¬no do segundo volume da Série Investigação dos Cadernos do Instituto de Estudos Luso-Galaicos da Associação de Amiza¬de Galiza-Portugal, 38 pp. Republicado, com correções, em Gil Hernández, António (ed.) (2009). Galiza: Língua e Sociedade (XIV Ensaios). Academia Galega da Língua Portuguesa: Santiago de Compostela, pp. 115-157.
 
1996. “O continuum da escrita na Galiza: entre o espanhol e o português” (com Celso Álvarez Cáccamo). Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 46, pp. 143-156.
 
1997. A centralização do conceito ‘diglossia’ na intervenção discursiva sobre a língua na Galiza (apontamentos para uma sistematização). Lynx. Documentos de trabajo. Centro de Estudios sobre Comunicación Interlingüística e Intercultural/Departament de Teoria dels Llenguatges de la Universitat de València. 55 pp.
 
1999 Recensão de Análise Crítica do Discurso. Uma perspectiva sociopolítica e funcional (org. Emília Ribeiro Pedro) (com Luzia Domínguez Seco). Revista Iberoamericana de Discurso y Sociedad 1:4, pp. 134-138.
 
2000 “Os Novos Galegos e o uso do Galego como inciso conversacional”. Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 62, pp. 77-101.
 
2000 “A ortografia, campo de lutas (sobre as grafias como índice ideológico e identitário”. Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 63-64, pp. 39-74.
 
2001 “Monolinguismo e purismo (A ideologização das práticas de fala na Galiza)” (com Luzia Domínguez Seco). Revista Iberoamericana de Discurso y Sociedad 3.1: 9-41.
 
2003 “The discourse of language in Galiza: Normalisation, diglossia, and conflict”. Estudios de Sociolingüística. Vol. 3(2) – 4(1): 289-320.
 
2006 "António Gil Hernández: Os olhares incómodos. Palavras para o livro Temas de Linguística Política". Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 85-86: 262-268
 
2009. "O labirinto ortográfico galego: das propostas de padronização aos usos públicos quotidianos", em Carvalho, Ana M. (org.). Português em Contato. Iberoamericana / Vervuert: Madrid / Frankfurt am Main. 337:358.
 
2009. "Quando o bilinguismo era bom. Notas para um estudo crítico do nacionalismo lingüístico espanhol na Galiza até 2000". Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa 2: 161-170.
 
Publicações de criação literária (apenas livros).
 
1999. No limiar do silêncio. Poemas da estrangeirice. VII Premio de Poesia Espiral Maior. Corunha, Espiral Maior.
 
2001. Cartografia da Atrocidade. Lisboa, Edições Tema.
 
2005. A Vida Extrema. ArcosOnline (edição eletrónica).
 
2013. Outra vida. 22 poemas, uma confissão e um esclarecimento. Santiago de Compostela, Através Editora.
 
2014. Da vida conclusa. II Prémio de Poesia O Figurante. Santiago de Compostela, O Figurante Edicións. Prémio Glória de Sant’Anna 2015.
 
2016. A razão do perverso. X Prémio de Poesia Illas Sisargas. Malpica. Caldeirón.
 
1995. 7 Poetas (livro coletivo), Corunha, edição não venal patrocinada pela Agrupação Cultural O Facho, pp. 7-27.
 
1993. I Certame Literário (livro coletivo), Corunha, Faculdade de Humanidades-Universidade da Corunha.
 
1990. Matria da Palavra. Antologia de poetas galego-lusofonos (livro coletivo). Pontevedra-Braga, Cadernos do Povo. Revista Internacional da Lusofonia 15-18, pp. 78-80.
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Seoane Dovigo, Maria (1972)

 

Maria Seoane Dovigo nasceu na Corunha em 1972. É licenciada em Filologia Hispânica pela Universidade da Corunha. Realizou os cursos de doutoramento entre 1995 e 1997 no departamento de Filologia Espanhola e Latina da mesma universidade e obteve a suficiência investigadora com um estudo sobre o exórdio nas retóricas espanholas do século XVI. Foi bolseira de investigação da Junta da Galiza entre 1995 e 2000, anos nos que trabalhou no seu projeto de tese de doutoramento, dedicado à análise do género do prólogo. Apresentou diferentes trabalhos em congressos sobre literatura renascentista, edição de textos e literatura galega e colaborou em projetos de investigação sobre as fontes documentais para o estudo do teatro na Corunha, a literatura emblemática hispânica e a catalogação de publicações periódicas dos séculos XVI ao XVIII em bibliotecas da Galiza e Portugal.

Reside em Portugal desde 2000, onde é professora de Espanhol no ensino básico e secundário da rede de ensino público. A profissão docente levou-a a residir em diversas localidades no Algarve, no Alentejo e, atualmente, em Lisboa. Tem colaborado com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa desde 2015 no programa de formação de professorado na qualidade de professora orientadora. Desenvolve trabalhos sobre a abordagem dos conteúdos culturais duma perspetiva internacionalista e interdisciplinar na didática das línguas estrangeiras. Nessa linha apresentou uma experiência de aula com materais didáticos próprios criados a partir da poesia do chileno Pablo Neruda nas aulas de espanhol/ língua estrangeira em Portugal no “VI Congreso de la enseñanza de español en Portugal” (Porto, 2015).

Está ligada ao associativismo desde 1991, ano em que se vinculou à Assembleia Galega da Mulher da Crunha e à Asociación Sócio-Pedagóxica Galega. É vogal do Conselho Diretivo da A.C. Pró-AGLP desde 2011. Faz parte da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, do MIL-Movimento Internacional Lusófono, da AGAL-Associaçom Galega da Língua e da PISCDIL- Plataforma Internacional da Sociedade Civil das Diásporas Lusófonas, da que é membro fundador. Faz parte do Conselho Geral do Museu da Língua Portuguesa de Bragança, em representação da Academia Galega da Língua Portuguesa.

Publicou artigos de divulgação e opinião sobre a cultura e a sociedade galegas em Portugal e das culturas e sociedades lusófonas na Galiza, em diferentes meios impressos e digitais: Portal Galego da Língua e revista Palavra Comum na Galiza, e revista Nova Águia, do Movimento Internacional Lusófono, e revista cultural Licungo, do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, em Portugal. Com o mesmo intuito de divulgação cultural e comunicação entre as sociedades participou com diversas comunicações nos seguintes encontros anuais: Congresso da Cidadania Lusófona promovido pelo MIL em Lisboa, desde 2013, Encontro dos Escritores Moçambicanos na Diáspora em Lisboa, desde 2013, e Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias, Montalegre, desde 2014. Também foi convidada a palestrar ou apresentar comunicação nos seguintes encontros: “Ciclo de Conferências sobre os 10 anos de independência de Timor” (Universidade Lusófona, Lisboa, 2012), “Festival Jovem da Lusofonia”, da associação IUNA + Lusofonia em (Aveiro, 2013), “5ª edição do Encontro de Escritores Lusófonos” (Odivelas, 2015), Festival Literário “Tabula Rasa”, (Fátima, 2015) e “Congresso Internacional das Diásporas Lusófonas”, (Lisboa, 2015).

Como poeta participou nos seguintes encontros: “Raias Poéticas” (Vila Nova de Famalicão), Festival Internacional de Poesia “Grito de Mulher” (Lisboa), “Festival Imigrarte” (Lisboa), “Conversas com sabor a canela” (Montemor-o-Velho) e “Palavras no Mundo- Dia Internacional da Língua Materna” (Lisboa). Participou em antologias poéticas em Portugal, na Galiza e na Espanha: Um feixe de poesia na porta, do coletivo poético galego “A Porta Verde do Sétimo Andar”, Alquimia del fuego (Madrid, Amargord Ediciones) e as antologias De corpo inteiro e Rio dos bons sinais do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Publicou poemas nas revistas Palavra Comum (Galiza), Elipse-Revista literária galego portuguesa e na revista Licungo, do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora.

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Vilhar Trilho, Xavier (1943)

Xavier Vilhar Trilho (*)

Nasceu no lugar de Bazarra, freguesia de Toba, concelho de Cée, província da Crunha. Licenciado e graduado em Direito. É professor titular de Ciência Política da Universidade de Santiago de Compostela. Tem realizado estudos de mestrado em Itália, na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Roma e no Instituto Universitário Europeu de Florença. Especializado na investigação do federalismo e das políticas linguísticas presentes na regulação legal do seu uso público nas chamadas nacionalidades históricas do Reino da Espanha, publicou, na sequência da tese de doutoramento, de A remodelação "federal-confederal" do Reino da Espanha (Editorial Laiovento, Santiago de Compostela, 2001).

Defensor da Lusofonia da Galiza, Presidente da Associação de Amizade Galiza-Portugal, membro das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal e da Comissão para a integração ortográfica da Língua da Galiza no Acordo da Ortografia Unificada de 1990, do Conselho de Redação de Nós. Revista Internacional da Lusofonia, faz parte do Conselho Científico de Agália. Revista de Ciências Sociais e Humanidades. Cumpre salientar também o seu labor como analista de temas políticos nos jornais La Voz de Galicia (1971-1972), Diario 16 de Galicia (19911993) e no semanário A Nosa Terra.

Entre as suas publicações vale citar: (1986) «Notas sobre a caracterização sociolinguística do galego e princípios configuradores do vigente modelo legislativo regulador do seu uso público» in Hizkuntza Minorizatuen Soziologia/Sociología de las lenguas minorizadas, Bilbo, Ttartallo; (1987) «Lasciate ogni speranza. As sentenças do Tribunal Constitucional resolutórias dos recursos de inconstitucionalidade contra determinados artigos das Leis de normalização linguísticas basca, catalã e galega» in Agália. Revista Internacional da Associaçom Galega da Língua, Ourense, núm. 9; (1990) «A inadequação do modelo de separação linguística escolar em Euskadi para uma efectiva normalização do euskara em dito âmbito» in Euskararen Lege-Araubideari Buruzko Jardunaldiak/Jornadas sobre el Régimen Jurídico del Euskerea, Herri-Arduralaritzaren Euskal Erakundea/Instituto Vasco de Administración Pública, Oñati; (1992) «Nem socialismo real nem socialismo de mercado ideal» in A Trabe de Ouro. Publicación galega de pensamento crítico, Compostela, tomo IV/Ano III; (1994) «Em defesa da democracia directa» in XI Semana Galega de Filosofia (Filosofia e Democracia), Ponte Vedra, Aula Castelao de Filosofia; (1995) «Crítica do lerrouxista Discurso de la República, de García Trevijano como contributo para o debate sobre a revisão do Constituição do Reino da Espanha» in A Trabe de Ouro. Revista galega de pensamento crítico, Compostela, tomo I/Ano VI; (2000) «Continuidade do modelo linguístico legislativo da II República no da actual Monarquia parlamentar» in Estudos dedicados a Ricardo Carvalho Calero, compilados por José Luis Rodríguez, tomo I, Parlamento de Galicia/Universidade de Santiago de Compostela; (2001) «O nacionalismo na era da globalização» in Enclave. Revista Galega de Política e Pensamento, Compostela, num. 8; (2003) «A recíproca conveniência de a Galiza e Portugal levar a termo algum tipo de unificação política e, no mínimo, a plena unidade lingüística (www.lusografia.org).

(*) Fotografia: www.lusografia.org.

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Vidal Bouzon, Álvaro Jaime (1968)

Nasceu em Irijoa (Crunha). É Licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade de Santiago de Compostela, Diplomado em Estudos Portugueses pela Universidade Clássica de Lisboa e Doutor em Estudos Lusófonos e Hispânicos pela de Universidade Nottingham (Reino Unido). Na atualidade é Profesor Titular de Literatura e Política no Departamento de Espanhol, Português e Estudos Latinoamericanos da Universidade de Nottingham. Mora na Inglaterra desde 1997.

Tem sido membro da AGAL (de cuja Comissão Sociolinguística fez parte) e da Associação de Amizade Galiza-Portugal. Foi membro do coletivo comunista e independentista Iskreiro assim como redator da sua revista. Participou na fundação da Frente Popular Galega, na refundação das Juntas Galegas pela Amnistia e na criação da Assembleia do Povo Unido (em que desempenhou labores de representação na Direção Nacional e de membro do conselho de redação de Povo Unido), distanciando-se desta formação política em 1990. É membro da Associação Pró-AGLP e do Conselho Científico do Boletim da AGLP.

Publicou textos narrativos e poéticos em diferentes revistas, sendo um dos autores do volume de relatos Fogo cruzado (Crunha: AGAL, 1989), e tem inéditos outros projetos narrativos para além de vários poemários. Realizou diferentes trabalhos como tradutor e desde 1987 tem assistido e apresentado comunicações em numerosos congressos, colóquios e seminários de caráter internacional em Espanha (“incluída” a Galiza), na França e no Reino Unido.

Prepara agora a edição da sua tese de doutoramento (A Galiza [não] é longe daqui... Lendo[-se] em imagens, mirando[-se] em textos) e dentre os seus textos ensaísticos cabe referir: «Dum (assombrado) complexo de Bartleby: Isto [não] é um livro e eu [não] sou daqui (ou da [im]possibilidade Lusófona da Galiza)», BAGLP, núm. 1, 2008; «“La canción más hermosa del mundo”: Joan Manuel Serrat, the “Reactionary” in his Fortress of Solitude. Goh, Constance e McGuirk, Bernard (eds.) (2007), Happiness and Post-Conflict Cultures, Nottingham: CCC Press; «De enclaves e Império: excesso de estado e defeito de nação», Revista do Centro de Estudos Portugueses (Belo Horizonte), Universidade Federal de Minas Gerais, vol. 27, núm. 36, julho-dezembro 2006; «Gabriel Albiac», Booker, M. K. (ed.) (2005), Encyclopedia of Literature & Politics: Censorship, Revolution & Writing, Westport, CT: Greenwood Press; «The monolingualism of identity, or aporias from the end of the world (Indicial notes on Fogo cruzado)in Journal of Spanish Cultural Studies, Londres, vol. 3, núm. 2, 2002; «Posições», Hífen, núm. 13, 1994; «Duas anotações», in Atas do Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literatura Lusófonas. Temas de O Ensino. Ponte Vedra-Braga, núm. 27-38, 1991-1994; «A falácia da língua do escravo (a forma-língua em relaçãocapital)», in Actas do III Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, Crunha: AGAL, 1993; «“Literatura nacional”. Uma crise sem crítica (Boulevard do Crepúsculo III – Anaquel segundo)» in Atas do I Congresso Internacional de Literaturas Lusófonas, Nós, Ponte Vedra-Braga, núm. 19-28, 19901991; «Ao Leste do Éden (barbárie ou barbárie)», in Povo Unido, núm. 2, abril 1990; «De que concórdia falais?» In Iskreiro, Crunha, núm. 4, março 1989.

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Veiguela Martins, Crisanto (1959)

Crisanto Veiguela Martins

Nasce em 1959 na vila da Veiga de Riba d’Eu, sob administração asturiana. Em Compostela cursa o Bacharelato. É Engenheiro Agrónomo pela Universidade Politécnica de Madrid no ramo da Horto-Fruticultura. Atualmente exerce docência na área de Tecnologia do Ensino Secundário na Galiza.

O seu compromisso com a língua e cultura galegas data de fins da década de ‘70, coincidente com o início da criação literária no campo da poesia e pertença a organizações políticas (ERGA, AN-PG) e culturais (O Galo) nos começos da chamada “transición democrática”.

Transladado a Madrid, afiança a sua atividade reintegracionista em contato com membros da associação Irmandade Galega, nomeadamente Isaac A. Estraviz. Na altura ministra aulas de iniciação à língua galega seguindo as normas ortográficas da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

Cofundador, com José Ramão Rodrigues, do coletivo Renovação-Embaixada Galega da Cultura, participa em atividades de caráter reintegracionista no Club Amigos de la Unesco ou na Casa do Brasil. Nesse período publica poemas em revistas das associações de que faz parte (Raigame, Renovação, Agália).

Mais adiante, com Xavier Frias C., colabora desde o Coletivo Cotarelo Valledor com a Mesa para a Defensa do Galego de Astúrias (MDGA), publica poesia, algum relato breve e artigos sobre toponímia na revista A Freita e no suplemento literário desta, O Espello, onde realiza labores de subdireção, correção e tradução. Na década de ‘90 participa na constituição e atividade regular do grupo Bilbao, tertúlia literária de escritores galegos residentes na capital de Espanha.

Impulsor, com José Manuel Outeiro G., no “Centro Gallego de Madrid” do grupo Adiante, que, embora de vida breve, é motor da recuperação do contato de coletivos e pessoas com sensibilidade progressista e galeguista de diversos âmbitos.

Realiza trabalhos de tradução e correção para editoriais, algum deles (Libro Branco das Telecomunicacións) censurado pela Junta que presidia Manuel Fraga. Também retoma a prática política organizada na secção da Emigração do Bloco Nacionalista Galego, na Esquerda Nacionalista.

Tornado à Galiza, mantém a sua atividade nacionalista (Espaço Socialista Galego no BNG), e reintegracionista (AGAL, constituição do MDL). Para o programa informático TOPOGAL compila e analisa os topónimos da região entre Eu e Návia. É membro da associação cultural eu-naviega Abertal desde a sua criação em 2002.

As suas publicações de poesia e alguns relatos e artigos de investigação linguística ou crítica literaria são em português padrão ou na variante eu-naviega própria do seu local de nascença, mormente sob norma da AGAL, quer só (A Vida Sempre e Sobretodo, 2001,) ou em coautoria (Carreiros, 1998), quer a fazerem parte de antologias (Na Boca De Todos, 2006; Évos Un Amaicer Guapo, 2007; A Herdanza Que Nós Temos, 2008), ou em publicações pontuais ou periódicas: El Leite Mouro, 1998; Cinco poetas do Eo-Navia da xeración de 90 en lingua galega [...], 1998; Amiga, 1999; A Ugio Novoneyra, 1999; O nome de lugar Restrepo [...], 2004, junto doutras análises de topónimos (Pividal; Louteiro e Loutom, 1999; Vila Daelhe, 2000; ou Vilarquilhe, inédito).

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Vasques Souza, Ernesto (1970)

Ernesto Vasques Souza

 Nasceu na Crunha. Licenciado em Filologia hispânica (Subsecção de galegoportuguês) na Universidade da Crunha, 1993. Também por ela e nessas áreas Doutor desde 2000 com uma Tese sobre a figura, trabalhos e atividades sócio políticas do editor Ángel Casal (1895-1936).

Tem publicado artigos em A Nosa Terra (1997-2006), A Trabe de Ouro, FerrolAnálisis, Agália, revistas de artes e letras, webs culturais e volumes coletivos acadêmicos. Tem inédita a Tese de Licenciatura sobre o Scórpio de Carvalho Calero (1997).

Colaborador em vários programas de Investigação hemerográficos e arquivísticos, dirigidos por Xosé Ma Dobarro Paz, investigou entre 1994 e 2000 pelos principais arquivos e bibliotecas da Galiza, e pelos de Madrid, Alcalá, La Habana, Montevideu e Buenos Aires. Participou no Programa Intercampus com uma estância em Pelotas Brasil-RS em 1995.

Foi professor visitante de Língua e cultura galega no Instituto Cervantes de Chicago (1997), bolseiro da Deputação da Crunha (1997-98), leitor de Língua galega em Montevideu no Curso 1998 (onde colaborou e muito aprendeu nas instituições da emigração e participou no Programa Radial Sempre em Galiza) e durante os cursos 2000-2001 foi bolseiro pesquisador da Universidade da Crunha. Desde 2006 é sócio da AGAL e colabora com o Portal Galego da Língua.

Especialista em história do impresso galego na etapa contemporânea, tem focado os seus contributos arredor do movimento das Irmandades da Fala e o mundo do livro. Desde 2001 reside em Valladolid, colaborando com a Casa de Galicia entanto trabalha como Bibliotecário na Universidade.

É também autor dos seguintes livros e folhetos: Xuana de Vega ou “Os mártires” de Antón Villar Ponte. Dúas versións dunha obra inconclusa (edición e estudio) (2001), Santiago de Compostela, Laiovento; A Fouce, o hórreo e o prelo. Ánxel Casal ou o libro galego moderno (2003), Sada, Ediciós do Castro. Prémio ao melhor livro do ano “Irmandade do libro” (2003); Desta beira do Leteu: Artigos de Literatura, Historia e Sociedade desde o esquecemento (2204), Santiago de Compostela, Laiovento; Noticia mínima e contexto da "Asociación Regional de Padres de Familia para la defensa del laicismo en la Enseñanza", A Coruña (1931-1936) (2006), Santiago de Compostela, Laiovento, Cadernos (Laiovento). Ensaio; 3. Em colaboração: Xosé María Dobarro, Xesús Torres Regueiro, Ernesto Vázquez, “Máis alá” (2000), edición fac-similar, Betanzos, Eira Vella; Xosé María Dobarro Paz & Ernesto Vázquez Souza (2003), Ánxel Casal (1895-1936): Textos e documentos, Sada, Ediciós do Castro.

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Vásquez Freire, Xavier (1976)

Xavier Vásquez Freire

Nasceu na Crunha. Tem cursado estudos de Filologia Galega na Universidade da Crunha, além ter estudado Língua Portuguesa na Universidade de Lisboa e na Universidade do Minho.

Tirou um curso de ator de dobragem em Galego para a Televisão da Galiza nos Estúdios de Gravação Studio XXI da Crunha. Realizou também estudos de programador de aplicações informáticas, assim como diversos cursos no âmbito da informática e da internet.

Durante 9 anos, dirigiu e apresentou diversos programas de rádio em Rádio Oleiros, entre eles Aos quatro ventos (sobre músicas étnicas, new age, folk, etc), e Cultura no ar (programa especialmente centrado em expressões artísticas e culturais galegas e portuguesas, e também do resto da Península Ibérica), entre outros programas ligados à cultura, à política e à ecologia.

Tem colaborado com diversas iniciativas culturais, nomeadamente no âmbito da palavra poética, promovendo grupos de ação poética e recitais na Galiza e em Portugal, além de colaborar com diversos meios de comunicação como no semanário A Nosa Terra, com resenhas literárias, artigos e entrevistas; em revistas literárias como Dorna, Alentia, Clandestino Judas, ... e nos catálogos de poesia e pintura da Associação de Jovens Artistas Quadrante Norte.

Como poeta, recebeu, entre outros, o Prémio Manolo Lado de Poesia, Prémio Francisco Fernández del Riego da Junta da Galiza, 2o Prémio do Certame Nacional de Poesia “O Facho”, Prémio “Tanxedoira” de Poesia, Prémio de Poesia da Universidade da Corunha. Aparece na antologia de poesia feita na Galiza Das sonorosas cordas (2005), da autoria da Prof.a Olívia Rodríguez González, publicada em edição bilingue na editora madrilena Eneida.

Realizou a correção linguística e literária para a coleção da obra poética completa em Galego do escritor Xosé María Álvarez Blázquez, publicada com o título de Ancoradoiro (2003), Crunha, Ed. Espiral Maior.

Na atualidade trabalha na Câmara Municipal de Oleiros para o BNG. É sócio d’A MESA pela Normalización Linguística e da Associaçom Galega da Língua. Mantém o caderno digital Mapa de dias: http://mapadedias.blogspot.com

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Vásquez Corredoira, Fernando (1965)

Fernando Vásquez Corredoira

Nasceu na Crunha. Licenciou-se em Filologia Galego-Portuguesa na Universidade da Crunha (1992), onde seguiu cursos de Doutoramento (1993-95) e apresentou a sua Tese de Mestrado.

Bolseiro do Instituto Camões, frequentou o Curso de Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros na Universidade Clássica de Lisboa (1993-94), bem como o Curso Universitário de Formação de Professores de Português, Língua Estrangeira na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1996-97). Ensinou língua castelhana e literatura portuguesa na Universidade Federal de Goiás (1998-99). Regressou e desde então (1999) trabalha como tradutor e intérprete de português. Foi professor de Língua Portuguesa na Escola Oficial de Idiomas (2001-2007).

Fez o livro A Construção da Língua Portuguesa – O Galego como exemplo a contrário, 1998, substancialmente a sua Tese de Mestrado, publicado com apoio do Instituto Camões. Escreveu alguns artigos combativos sobre a Questão da Língua e uma série de trabalhos de intenção didática acerca de interferências semânticas, disponíveis na Internet no Portal Galego da Língua, fruto dos quais surgiu mais um livro: 101 Falares com Jeito, 2011.

Traduziu em colaboração um par de livros valiosos (A doutrina do ADN, de R. C. Lewontin, Laiovento, 2000, com S. Mourelo, e Linguas e Nacións na Europa, de D. Baggioni, Laiovento, 2004, com M. Herrero ) e alguns artigos académicos (1997: «A Melhor Orthographia»; 1998: «Cultismos Estranhos»; 2001: «A Questão da Ortografia. Poder, Impotência e Argalhadas», etc.). Em 2010 acabou de aprontar uma versão anotada do Sempre em Galiza em Acordo Ortográfico, do escritor, humorista e político galego, Castelão.

Desde 2008 é membro da Comissão Lingüística da Associaçom Galega da Língua e da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP, colabora no estabelecimento do Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (2009).

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Trilho, Joám (1942)

Joám Trilho

Nasce no município de Negreira, Crunha. Estudou no Seminário de Santiago; Canto Gregoriano, Musicologia e Órgão no Pontificio Istituto di Musica Sacra de Roma e Composição no Conservatorio de Santa Cecilia de Roma.

Membro fundador do grupo dos Irmandiños en Roma. Professor (1977) e logo diretor (1982-85) do Conservatório de Santiago. Profesor (1985) e vicediretor (1987) do Conservatório de Vigo. Fundador (1987) e diretor da Xoven Orquestra de Galicia. Fundador (1992), dentro do Instituto Galego de Artes Escénicas e Musicais, e diretor da coleção Ars Gallæciæ Musicæ, para a publicação de obras de compositores galegos do passado e do presente. Umas 30 obras já publicadas.

Composições principais: (1973) Canto azteca; (1974) Sonata para órgão; (1975) Grandes são os desertos, para Soprano e orquestra; (1985) Chananæa, para Mezzosoprano, Tenor, Baixo, Coro e orquestra; (2005) Divertimento para orquestra; (2007) Sede de beleza. Obras para coro, Dos Acordes; (2008) Festa na lembrança, para coro e grande orquestra.

Publicações principais: (1987) Melchor López: Misa de Requiem. Cuadernos de Música en Compostela, Santiago; (1980) Vilancicos galegos da Catedral de Santiago. Melchor López, em colaboração com Carlos Villanueva, Sada-Crunha, Ediciós do Castro; (1982) Polifonía sacra galega, em colaboração com Carlos Villanueva, Sada-Crunha, Ediciós do Castro; (1987) La música en la Catedral de Tui, em colaboração com Carlos Villanueva, Crunha, Deputación; (1993) El Archivo de Música de la Catedral de Mondoñedo, em colaboração com Carlos Villanueva, Revista de Estudios Mindonienses, núm. X.

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