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2ª edição de "Guerra de Grafias - Conflito de Elites" de Mário J. Herrero Valeiro

A ATRAVÉS EDITORA vem de publicar a segunda edição desta obra do nosso académico MÁRIO J. HERRERO VALEIRO

Com motivo deste lançamento, disponibilizamos, com autorização do autor, o prólogo "Da eterna queda dos insetos. Grafias, ou formigas, na Galiza (do capitalismo) terminal" que fecha esta segunda edição. [  Abaixo]


Que é o galego? Quem fala esta língua? Nos 70/90 conformaram-se os grupos que lutam pola hegemonia social e política na hora de responder estas peguntas: o reintegracionismo e o autonomismo. O livro de Mário J. Herrero Valeiro repassa o jogo glotopolítico que levou a que uma das duas estratégias, a autonomista, alcançasse o estatuto da oficialidade bem como as relações com os detentores do poder político.

Ainda que a sua fundamentação ideológica começa já a se desenvolver nas últimas décadas do século XIX e continua ao longo dos dous primeiros terços do XX, esta guerra de elites enfrenta desde a década de 1970 os defensores da independência glotopolítica do galego em relação ao português (autonomistas, diferencialistas, isolacionistas) e os defensores da unidade glotopolítica do galego-português (reintegracionistas, lusistas, regeneracionistas). A posição legitimada é desde 1982-83 a diferencialista, através da sua sanção legal polo governo autónomo galego (exercido na altura polo partido nacionalista espanhol Alianza Popular). No poderoso valor simbólico que representa a ortografia, este conflito exprime-se na oposição entre determinados traços gráficos e/ou morfológicos aos quais se lhes concede (ou antes, aos quais alguém “atribui”) um alto valor significativo, indéxico de ideologias e identidades e de distribuição do poder social: a utilização de Ñ frente à de NH, a de LL frente à de LH, -ción frente a -ção ou -çom, presença ou ausência de Ç ou SS, -ble ou -bel frente a -vel (amable/amábel /vs/ amável), assimilação ou não do artigo determinado às formas verbais finalizadas em -R ou -S, diferentes acentuações gráficas, etc. Ainda que o diferencialismo é também defendido e, o que entendemos como aspeto fundamental, sustentado polos setores nacionalistas espanhois que detêm e usufruem o poder institucional, estas tuas tendências – na atualidade e polo menos numa parte dos seus precedentes históricos – podem ser inseridas com maior ou menor clareza num nacionalismo galego em que se enfrentam grupos com ideologias linguísticas irredutíveis.

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Antologia da poesia em galego de Ernesto Guerra da Cal

O nosso académico correspondente Paulo F. Mirás acaba de dar a lume a Antologia da poesia em galego de Ernesto Guerra da Cal num completo volume editado pola ATRAVÉS EDITORA e que conta também com o carimbo da AGLP.

O professor Paulo F. Mirás é também o autor da ANTOLOGIA DA POESIA EM GALEGO de RICARDO CARVALHO CALERO (2019), na mesma editora e a biografia de Ricardo Carvalho Calero (2020) publicada na editora Ir Indo.

Paulo Fernandes Mirás nasceu em Ordes e cursou estudos superiores na cidade da Corunha, onde realizou as carreiras de Inglês, Galego e Português; os mestrados de Literatura Cultura e Diversidade e de Professorado de Educação Secundária Obrigatória, Formação Profissional e Ensino de Idiomas. Está a fazer o Doutoramento em Literatura atualmente. É professor de língua e literatura galega e Académico Correspondente da AGLP.

Ernesto Guerra da Cal (Ferrol 1911 – Lisboa 1994) foi escritor, filólogo e catedrático da New York University. É um dos mais reconhecidos estudiosos de Eça de Queiroz e, para além da sua dilatada carreira como ensaísta, foi um grande poeta. Entre outras honras e galardões que recebeu, foi acolhido como Doutor Honoris Causa das universidades da Baía e de Coimbra e foi reconhecido como Membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

 

Nota do antologista

A escolha dos poemas contidos nesta antologia pretende mostrar os traços que caracterizam a lírica de Ernesto Guerra da Cal. Nela achamos influências medievais, um exaustivo desenho estrutural de cadência visual, mitologia grega e religiosa, erotismo, ironia e um profundo e amplificado sentido existencial que se purifica e amplifica segundo avançamos através dos diversos livros em ordem cronológica. Existencialismo metafísico, o sentido da vida, da morte, de Deus, acompanhados com o passar do tempo, a exploração da memória e dos seus ângulos, a infância e a terra onde estão afincadas as origens do poeta.

Para além do conteúdo, notificamos que os poemas foram escolhidos nas suas versões últimas sempre que existirem várias. Mantivemos o desenho poético no versificado e corrigimos as gralhas que achamos nas diferentes publicações. Descartamos as divisões nos poemários para simplificar e melhorar a deglutição dos poemas, para além de omitir as letras iniciais da produção que faziam parte do “Abecedário desfalcado” (A A..., A B..., A C... etc.) contido em Futuro imemorial, do qual só incluímos algum dos poemas, já que sem estar todos, carecia de sentido manter o início com cada letra do alfabeto. Para além disto, também suprimimos os inúmeros trechos e referências a autores e autoras que aparecem nos poemários, deixando somente os que encabeçavam os poemas, pois o poeta utilizava as diferentes divisões dos poemários para introduzi-los e estas foram eliminadas, como comentado anteriormente.

Como no caso de outros autores, como Carvalho Calero, Guerra da Cal mudou a ortografia segundo aprendia e a sua consciência linguística tomava o leme da sua produção poética. É por isto que a denúncia da situação da Galiza e o seu estado linguístico são temas recorrentes nos prólogos dos poemários e mesmo nalguns dos seus poemas. Tomamos como base para elaborar esta antologia, como indicamos na bibliografia: Lua de Além-Mar, Rio de Sonho e Tempo, Futuro imemorial, Deus, Tempo, Morte, Amor e outras bagatelas e Caracol ao pôr-do-sol, publicações datadas entre 1959 e 1991, ainda que alguns poemas foram escritos com anterioridade. Para as pessoas interessadas neste autor, é recomendável ler a obra Ernesto Guerra da Cal, do exílio a galego universal (2015), publicada na Através editora da mão de Joel R. Gômez, o maior especialista no poeta que aqui tratamos.

Finalmente, agradecer à mencionada editora a possibilidade de reviver os versos do professor e poeta Ernesto Guerra da Cal, à nossa família e amizades. Esperemos que este pequeno contributo ajude a fazer justiça e a elevar a obra literária deste grandíssimo intelectual para colocá-la no lugar que merece, longe da fria pedra do esquecimento, sob o sol da lembrança, para que o espelho dos anos seja indulgente com a sua sombra e o seu volume. Obrigado a todas e a todos.

Paulo Fernandes Mirás

 

Poemários de Ernesto Guerra da Cal

  • Guerra da Cal, Ernesto (1959). Lua de alén Mar. Vigo: Galaxia.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1961). “Poemas”, Papeles de Son Armadans, Tomo XXI, nº LXIII, 266-290. Madrid-Palma de Mallorca: Imprenta Messèn Alcover.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1963). Rio de Sonho e Tempo. Vigo: Galaxia.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1966). “Seis motivos do eu”, Papeles de Son Armadans, Tomo XLI, nº CXXIII, 285-291-. Madrid-Palma de Mallorca: Imprenta Messèn Alcover.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1985). Futuro imemorial (Manual de velhice para principiantes). Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1987). Deus, Tempo, Morte, Amor e outras bagatelas. Lisboa: Livraria de Sá da Costa Editora.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1990). Espelho cego. Málaga: Plaza de 35 La Marina.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1991). Lua de Além-Mar e Rio de Sonho e Tempo. A Corunha: AGAL.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1991). Caracol ao pôr-do-sol. A Corunha: AGAL. (publicado em 2001)
  • Guerra da Cal, Ernesto (1992). “Mester de Poesia”, AGÁLIA (nº 31), 393-410.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1993). “Entressonho e Cavilação”, AGÁLIA (nº33), 58-63.
  • Guerra da cal, Ernesto (2000). “Ramalhete de poemas carnais”, em José Luís Rodríguez (ed.), Estudos dedicados a Ricardo Carvalho Calero, vol. II, 71-80. Santiago de Compostela: Parlamento de Galicia e Universidade de Santiago de Compostela.

 

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Académica Concha Rousia lança novo livro "O SAPO E A MARGARIDA"

O SAPO E A MARGARIDA

“O Universo inteiro se rende ante uma mente sossegada”
Lao Tzu

Vivemos tempos que correm muito depressa, que voam até. Tempos em que as pessoas andam mais sozinhas, mais silentes, mais isoladas, e por vezes mais fragmentadas também. Bulindo, mexendo sem pausa, para apagar com a música do viver o ruído das tripas da máquina do mundo, que vai devorando sem parada, tudo que surge. Como uma praga de lagosta de matéria inerte.
Corremos com agendas eletrónicas que falam, que tem alarmes com nome e sons específicos para dirigir-nos a uma atividade urgente e programada. Como a vaca aprende o som que antecede a comida ou avisa de que a vão mungir na granja. Pavlov não precisaria campainhas nem cães para os seus experimentos. Pontual tem que ser tudo neste tempo. Não dá para aprendermos os nomes de tudo o novo que aparece, quanto mais para descobrirmos para que serve cada cousa...
Tomáramos hoje os dias de conversa do mundo que ficou atrás. Cinco minutos por dia de pausa deste corre-caminhos de presente, para respirarmos ao ritmo da tartaruga com a que vivíamos no passado. Os que habitamos neste mundo e somos também habitados pelo mundo antigo, o mundo das conversas na era da oralidade, paramos para falar com os bichos, as plantas, as arvores, as rosas e até com a folha que voa neste outono que clama por minorar a nossa marcha.
Visitar mentalmente um lugar de pausa, um lugar de calma é o que recomendamos as pessoas que nos dedicamos a observar as mentes e o quanto forçadas elas vão. Como botão sempre a mão para parar as máquinas, o barulho, diminuir o cortisol, e ir reduzindo as pílulas, fugir da ansiedade, termo imprescindível para estendermo-nos nos tempos modernos. Sabido é que essas pausas dão um respiro ao cérebro, o corpo permite-se repousar, e as emoções encontram sua prateleira própria, para se assentar, em lugar de ir ter ao montão das trapalhadas adiadas sem classificar.
Para conseguir esse efeito ofereço a leitura desde livro, que nos abastece com textos breves por fora e imensos por dentro. Cada texto retém um pedacinho de mundo, mínimo e infinito, ao que podermos entrar e revisitar depois na memória, ou na releitura. Como botões que ativassem caminhos neuronais que nos levam para fora do labirinto do dia a dia, a respirar o sol da calma e da paz num cantinho dentro de nós, conhecido e esquecido. Serão pausas para descer do tempo cronologicamente veloz para ir ao tempo circular, eterno e reparador da vida emocional, tempo de reencontro, e não só...

Concha Rousia

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Académico Rudesindo Soutelo estreia a obra musical "TERESA MOURE"

Esta obra é uma homenagem à escritora e académica da AGLP Teresa Moure Pereiro (Monforte de Lemos, 1969), pela qualidade da sua obra literária, que muito aprecio, e pela simpatia e recíproca amizade pessoal. A obra constrói-se sobre os complexos {6,5} e {2,2,2,3,2} com ressonâncias de cantos tradicionais da Galiza.
A versão original é para Duo de Gaitas de fole em Dó. Há, ainda, uma outra versão para Duo de Saxofone/s Soprano em Sib e/ou Clarinete/s Sib. A versão original está numa tessitura diferente.

A ideia de escrever duos de gaitas de fole dedicados a pessoas das letras galegas, com as que partilho uma amizade, foi consequência de um projeto de ressuscitar a revista, dos anos setenta, Loia, que o grupo Bilbau ─a tertúlia do Café Comercial na Glorieta de Bilbao de Madrid─ tentou levar adiante, por proposta de Fermim Bouza Alvarez, na viragem do século. A minha contribuição seria um duo por cada número e assim nasceram os dois primeiros em 1999 e 2000; mas a revista não ressuscitou, e abandonei a ideia. Certo é que os gaiteiros, a quem enviei as partituras, não mostraram muito interesse e tanto Borobó como Manuel Maria morreram sem conseguir ouvir os duos que lhes dediquei. Só em 2005 é que Borobó foi estreado, mas Manuel Maria continua à espera.

Neste ano de 2021 decidi recuperar a ideia inicial e compus dois novos duos, Carlos Durão e Teresa Moure. Quando estava editando este último, achei que talvez uma edição para Saxofones ou clarinetes poderia ser uma boa alternativa e, porque não, outra para Flautas ou Violinos. Uns dias após estar disponível a edição desta última versão, recebo uma mensagem anunciando-me que ia ser estreada no dia 28 de outubro de 2021.

E assim foi, num concerto realizado no Ateneu Comercial do Porto por dois excelentes violinistas, Pedro Carneiro e Mariana Fernandes, e com um programa formado por obras de Bach, Bartók, Paganini, Kreizler e Ysaye, e com a sala esgotada. A ideia do concerto foi de Pedro Carneiro, violinista com uma sólida carreira internacional, para dar a conhecer uma jovem, Mariana Fernandes, no início do seu percurso profissional e que promete grandes sucessos.

Como curiosidade, a Mariana foi minha aluna num curto período em que lecionei História da Cultura e das Artes na Escola Profissional Artave, onde ela estudava. Assim, pois, Teresa Moure, que nasceu como duo de gaitas de fole, foi batizada em concerto como duo de violinos e tanto os três duos anteriores como os que venha a compor no futuro vão ter edições para flautas, violinos, clarinetes e saxofones, talvez, assim, os gaiteiros acabem por mostrar algum entusiasmo. Também terei de refazer a lista de candidatos a duos, pois algumas amizades resolveram afastar-se por eu defender o acordo ortográfico de 1990 como norma escrita do galego.

Os duos estão disponíveis em:

https://www.newmusicshelf.com/composer/rudesindosoutelo/

https://www.sheetmusicplus.com/publishers/publisher-by-rudesindo-soutelo-sheet-music/3018313


Rudesindo Soutelo

Biografia do autor na web da AGLP

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"A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS LIMITES DA GALIZA (II)" Académico José M. Barbosa lança segundo volume do livro

Segundo volume do livro A Evolução Histórica dos Limites da Galiza que visa explicar o percurso da Gallaecia/Galiza, através do tempo, a respeito da sua variação territorial até à atualidade.

O livro A Evolução Histórica dos Limites da Galiza pretende ser um trabalho de divulgação que visa explicar, com base em dados em fontes historiográficas, o percurso da Gallaecia/Galiza, através do tempo, a respeito da sua variação territorial até à atualidade. Este processo evolutivo —carregado de eventos fundamentais para a história da Península, da Europa e até da humanidade— não está isento de conflituosidade e concorrências com as outras entidades geopolíticas do seu entorno e mesmo de controvérsias, dum ponto de vista histórico-político, a respeito do seu protagonismo, não reconhecido pela historiografia tradicional espanhola. A leitura dos dois volumes hão de nos levar até uma visão consciencializadora duma realidade até há bem pouco tempo ignorada e difícil de encaixar na narrativa do Estado. Porém, também é necessária uma visão real, conflituosa, dum ponto de vista teórico e intelectual, para criarmos a consciência de galeguidade e gerar uma visão autocentrada do País que nos obrigue a tomar partido por nós próprios, sendo um motivo de autoestima.

Entrevista completa disponibilizada aqui

Ficha técnica da obra

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III ROTEIRO PELA GALLAECIA SUEVA (Braga, 23 de outubro).

Texto de Irene Veiga (do Conselho Diretivo da Ass. Pró-AGLP).

 No passado sábado, 23 de outubro, na cidade de Braga, a pró-AGLP, junto com a AGLP, as associações BRAGA+, CARRILEIROS, a iniciativa DTS e o grupo REINO DA GALIZA organizaram o III ROTERIO PELA GALLAECIA SUEVA na sua primeira parte (no mês de março, teremos a segunda parte, em terras de Ourense). Participaram por volta de trinta pessoas dos dous lados da raia que nada separa.

Assistimos no encontro a um afetuoso convívio, com vivas mostras de interesse pelas ligações que nos unem através da língua, a cultura e a história comuns. As pessoas portuguesas compreenderam em todo momento que o nosso jeito de falar era a variante galega do português e a comunicação fluiu sem qualquer problema. Nós, galegos/as percebemos uma grande solidariedade com a Galiza e um conhecimento da história e da língua que nos serviu para recarregar energias e nos deu força para continuar com o nosso projeto, que é também um projeto de vida.

Seguindo fielmente o programa previsto e aproveitando as excelentes condições meteorológicas, com um alegre sol que nos acompanhou durante toda a jornada, marcamos visitas ao museu de arqueologia D. Diogo de Sousa, o qual preserva, documenta, valoriza e divulga a história da ocupação humana do território do Noroeste português desde a Pré-História até à Idade Média, em particular da ocupação romana e da cidade de Bracara Augusta; à Torre de Menagem da cidade de Braga, monumento nacional desde 1910, é quase só o que resta do antigo castelo da cidade e conta com uma completa exposição sobre a origem e evolução histórica de Braga. Depois deslocamo-nos até o monte da Falperra para visitar a Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças, local onde ficam restos de uma basílica e um palácio (provavelmente, o palácio real) da época sueva. A continuação do percurso levou-nos até a capela de São Frutuoso de Montélios, edifício de feitura pré-românica, cruz grega, com influência bizantina e arcos de ferradura, semelhantes aos de Santa Comba de Bande e Santa Eulália de Bóveda, na Galiza. Finalmente visitamos o Núcleo Museológico de Dume (Sé de São Martinho); esta unidade museológica, tutelada pela Junta de Freguesia de Dume, tem como objetivo a preservação, valorização e divulgação das ruínas arqueológicas ali existentes, com particular destaque para os vestígios da Basílica sueva de Dume, bem assim como, do Sarcófago de S. Martinho.

Depois de concluído o roteiro oficial, ficamos em companhia de um grupo de amigos e amigas bracarenses cujo contacto recuperamos quando estivemos a apresentar a banda desenhada CARVALHO, CORAÇOM DE TERRA, na livraria “CENTÉSIMA PÁGINA”. Com eles celebramos o sucesso do roteiro e a nossa amizade e a cumplicidade de sermos galegos/as de cá e de lá. Combinamos para nos voltar a ver no fim de semana do 6 e 7 de novembro, para fazer um percurso por algumas vilas de Ourense e participar no magusto da ARCA DA NOE, no domingo, o qual será um convívio galaico-português.

As relações que se estabelecem entre as pessoas de cá e de lá são tão importantes para fundamentar os alicerces da verdadeira defesa da língua e a história comum como os que se criam entre as instituições; essa é a minha opinião sobre a realidade em que se devia assentar também a luta cultural no âmbito do reintegracionismo.

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Mídia: Conferência «Português, Multilinguismo e Ensino à Distância»

Realizou-se em dependências da Universidade de Santiago, o dia 4 de outubro de 2021, a conferência «Português, Multilinguismo e Ensino à Distância», organizado pela Academia Galega da Língua Portuguesa e a Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, com o patrocínio do Governo autónomo da Galiza.

A AGLP oferece os vídeos e algumas imagens representativas.

Na sessão inaugural o Diretor Geral da CPLP, Embaixador Armindo de Brito Fernandes, explicou as linhas gerais de atuação da CPLP, com destaque para a colaboração internacional e o impulso à promoção do português na área da ciência.

O Sr. Diretor-Geral de Relações Exteriores e com a União Europeia da Xunta de Galicia, Jesús María Gamallo Aller, explicou brevemente as ações que se tinham desenvolvido durante os últimos para a aproximação institucional da Galiza com a CPLP, citando uma primeira reunião com a AGLP como ponto de partida. Informou que em breve irá manter reuniões no Ministério dos Assuntos Exteriores da Espanha, para avançar em ações conjuntas neste foro internacional.

O Sr. Presidente da AGLP, Rudesindo Soutelo, além de agradecer os apoios recebidos na organização do evento, salientou duas linhas de atuação da Academia: O impulso pelo crescimento qualitativo, e a continuidade na colaboração institucional, interna e externa à Galiza. Pode ler-se o texto aqui.

O Dr. João Ima-Panzo, Diretor de Ação Cultural e Língua Portuguesa da CPLP na sua palestra “Estratégias Globais na Promoção e Difusão da Língua Portuguesa: Ciência, Cultura e Economia Criativa” informou do plano de ação da CPLP em que se inclui a implementação duma Rede de Escolas Amigas da CPLP e, através desta, a realização de múltiplas atividades em colaboração com distintos estamentos e organizações, dentro e fora do âmbito da Comunidade.

O Sr. Subdiretor de Ação Exterior e com a União Europeia, Xosé Lago Garcia, apresentou ou programa NORTEAR, de promoção da cultura comum galega e portuguesa, que se desenvolve na maior parte em colaboração com câmaras municipais e a Comissão de Coordenação do Norte de Portugal, com uma tendência ao alargamento a zonas geográficas próximas.

A Dra. Edleise Mendes, da Universidade Federal da Bahia / Observatório de Português Língua Estrangeira/ Segunda Língua (ObsPLE-PL2) na sua palestra “O ensino e a formação de professores de português em ambiente digital: os desafios da diversidade” destacou a importância que o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira / Língua Não Materna (PPPLE) irá ter no ensino digital de PLE para favorecer uma visão pluricêntrica. Também salientou a necessidade de criação e utilização de materiais didáticos com uma visão alargada e contrastiva das diferentes normas ou variedades nacionais. Entre as novidades apresentadas do portal, na secção de “grupos específicos” irá ser criado uma área de “Português para galegos”.

O Sr. Presidente da AGLP Rudesindo Soutelo informou, na sessão de encerramento, de uma comunicação do Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Dr. Incanha Intumbo, em que confirma a realização desse curso de formação, na Galiza, para a elaboração de materiais para o PPPLE - Portal do Professor de Português Língua Estrangeira, em colaboração com a Academia Galega da Língua Portuguesa.

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Conferência «Português, multilinguismo e ensino à distância»

A Academia Galega da Língua Portuguesa, e a Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, organizam a conferência «Português, Multilinguismo e Ensino à Distância». Terá lugar o dia 4 de outubro de 2021 em Santiago de Compostela, com o patrocínio do Governo autónomo da Galiza e a colaboração da Universidade de Santiago, entre outras instituições. O evento, de assistência livre, será divulgado em direto pelo canal de TV da Universidade, USCTV.

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Museu da Língua Portuguesa será reinaugurado com novas experiências para os visitantes

  

Espaço reabre ao público reconstruído após incêndio. Conteúdo renovado vai combinar experiências audiovisuais inéditas e instalações marcantes  

  

  

O Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, será reinaugurado no próximo dia 31 de julho, reconstruído após o incêndio que o atingiu em dezembro de 2015. Um dos primeiros museus totalmente dedicados a um idioma, instalado na cidade com o maior número de falantes de português no mundo, na histórica Estação da Luz, o Museu celebra a língua como elemento fundador da nossa cultura. Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um mergulho na história e na diversidade do idioma falado por 261 milhões de pessoas em todo o mundo.  

 

A cerimônia oficial de inauguração, no dia 31, terá transmissão ao vivo pelas redes sociais do Museu.  

 

A posterior abertura ao público se dará sob as restrições determinadas pelas medidas de combate à COVID-19. Os ingressos poderão ser adquiridos exclusivamente pela internet, com dia e hora marcados, e a capacidade de público está restrita a 40 pessoas a cada 45 minutos. Os visitantes receberão chaveiros touchscreen para evitar toque nas telas interativas.  

  

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e tem como patrocinador máster a EDP; como patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú Unibanco e Sabesp; e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O ID Brasil Cultura, Educação e Esporte é a organização social responsável pela sua gestão.  

 

  

Conteúdo revisto e ampliado  

O conteúdo do Museu foi atualizado. Em sua exposição de longa duração, o Museu terá experiências inéditas e outras anteriormente existentes, que marcaram o público em seus 10 anos de funcionamento (2006-2015). Entre as novas instalações estão “Línguas do Mundo”, que destaca 23 das mais de 7 mil línguas faladas hoje no mundo; “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do idioma no Brasil; e “Nós da Língua Portuguesa”, que apresenta a língua portuguesa no mundo, com os laços, embaraços e a diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).   

  

Continuam no acervo as principais experiências, como a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra as línguas que influenciaram o português no Brasil; e a “Praça da Língua”, espécie de ‘planetário do idioma’ que homenageia a língua portuguesa escrita, falada e cantada, em um espetáculo imersivo de som e luz. (Conheça o conteúdo completo abaixo)  

  

Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz e Hugo Barreto, o conteúdo foi desenvolvido com a colaboração de escritores, linguistas, pesquisadores, artistas, cineastas, roteiristas, artistas gráficos, entre outros profissionais de vários países de língua portuguesa. São nomes como o músico José Miguel Wisnik, os escritores José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Marcelino Freire e Antônio Risério, a slammer Roberta Estrela d’Alva e o documentarista Carlos Nader. Entre os participantes de experiências presentes na expografia estão artistas como Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Laerte, Guto Lacaz, Mana Bernardes e outros. 

 

Já a exposição temporária de reabertura do Museu, “Língua Solta”, traz a língua portuguesa em seus amplos e diversos desdobramentos na arte e no cotidiano. Com curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos, a mostra conecta a arte à política, à vida em sociedade, às práticas do cotidiano, às formas de protesto e de religião, em objetos sempre ancorados no uso da língua portuguesa.  

  

O Museu foi concebido também com recursos de acessibilidade física e de conteúdo. 

 

Novo terraço e reforço de segurança contra incêndio  

Um dos principais prédios históricos de São Paulo, marco do desenvolvimento da cidade e querido por toda a população, a Estação da Luz tem uma importância simbólica única: foi uma das portas de entrada para milhares de imigrantes que chegavam ao Brasil. Era lá que eles, depois de desembarcarem dos navios em Santos, tinham o primeiro contato com a língua portuguesa. 

 

Com a completa recuperação arquitetônica e readequação de seus espaços internos, o Museu manteve os conceitos estruturantes do projeto de intervenção original – assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro, em 2006 ­–  e ganhou aperfeiçoamentos. No térreo, o museu abre-se à estação, reforçando sua comunicação com a cidade. Nos andares superiores, espaços foram otimizados, novos materiais foram introduzidos e o museu ganhou mais salas para suas instalações. E no terceiro piso haverá um terraço com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio. Este espaço homenageará o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que morreu este ano. A nova versão foi concebida por Pedro Mendes da Rocha e desenvolvida nas etapas de pré-executivo e projeto executivo pela Metrópole Arquitetura, sob coordenação de Ana Paula Pontes e Anna Helena Villela.  

  

A reconstrução também incorpora melhorias de infraestrutura e segurança, especialmente contra incêndios, que superam as exigências do Corpo de Bombeiros. Entre as novas medidas, está a instalação de sprinklers (chuveiros automáticos) para reforçar o sistema de segurança contra incêndio. No caso do Museu, os sprinklers não são uma exigência legal, mas foi uma recomendação dos bombeiros acatada para trazer mais segurança para o projeto.  

 

O Museu e a Estação da Luz obtiveram o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) conjunto, que garante a segurança para todos os usuários da Estação. É a primeira vez que a Estação da Luz obtém o AVCB, graças ao esforço conjunto do Museu e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). 

 

Todas as etapas foram aprovadas e acompanhadas de perto pelos três órgãos do patrimônio histórico: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão de âmbito estadual; e Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). 

 

Sustentabilidade: foco no selo LEED e madeira recuperada  

O museu também será reaberto com certificação ambiental. As diretrizes de sustentabilidade pautaram toda a obra, e o Museu obteve o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) — um dos mais importantes do mundo na área de construções sustentáveis — na categoria Silver. Entre as medidas estão a adoção de técnicas para economia de energia na operação do museu; a gestão de resíduos durante as obras; e a utilização de madeira que atende às exigências de sustentabilidade (certificada e de demolição) em todo o Museu.   

  

Cerca de 85% da madeira necessária para a recuperação das esquadrias foram utilizados do próprio material já existente no edifício, com a reutilização de madeira da cobertura original, datada de 1946. Já na construção da nova cobertura, foram empregadas 89 toneladas (67 m³) de madeira certificada proveniente da Amazônia.   

  

Mais de 300 esquadrias foram restauradas ou refeitas, num trabalho que deu nova vida a madeiras com mais de 70 anos. Na marcenaria instalada no primeiro andar do edifício, o material parcialmente carbonizado (peroba do campo rosa e amarela) foi restaurado e reutilizado na obra. O desafio foi recuperar o prédio, dentro das técnicas atuais de restauro, preservando todos os seus aspectos históricos – os restauradores utilizaram modelos registrados no início do século 20, época da construção da Estação da Luz; em 1946, quando o edifício também foi atingido por um incêndio; e pequenas modificações feitas em 2006 para a utilização do prédio como museu. 

 

Os recursos necessários para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa foram de R$ 85,8 milhões – a maior parte do valor é proveniente de parceria com a iniciativa privada via lei federal de incentivo à cultura e indenização do seguro contra incêndio.   

 

Cerca de 4 milhões de visitantes em 10 anos   

Em quase 10 anos de funcionamento – de março de 2006 a dezembro de 2015 -, o Museu recebeu cerca de 4 milhões de visitantes e promoveu mais 30 exposições temporárias. Entre os homenageados com exposições estiveram escritores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Machado de Assis e Fernando Pessoa, além do cantor e compositor Cazuza. O Museu foi atingido por um incêndio em 21 de dezembro de 2015.  

  

Durante a reconstrução, o Museu continuou em contato com o público por meio de atividades culturais e educativas, como as realizadas no Dia Internacional da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, desde 2017, e a mostra itinerante “A Língua Portuguesa em Nós”, apresentada em 2018 em países lusófonos da África, em Portugal e no Brasil.  Em 2020 e 2021, o Dia Internacional da Língua Portuguesa foi realizado de forma virtual, com série de eventos online que reuniram artistas de vários países de língua portuguesa.  

  

CONHEÇA MAIS  

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA (1º Andar)  

O 1º andar do Museu é dedicado às exposições temporárias. A mostra “Língua Solta”, que traz os diversos desdobramentos da língua portuguesa na arte e no cotidiano, marca a reinauguração do espaço. São 180 peças que vão desde mantos bordados por Bispo do Rosário até uma projeção de memes do coletivo Saquinho de Lixo, com curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos. Os visitantes terão contato com o embaralhamento proposto pelos curadores, conectando a arte à política, à vida em sociedade, às práticas do cotidiano e às formas de protesto, de religião e de sobrevivência - sempre atravessados pela língua portuguesa. Cartazes de rua, cordéis, brinquedos, revestimento de muros e rótulos de cachaça se misturam a obras de artistas como Mira Schendel, Leonilson, Rosângela Rennó e Jac Leirner, entre outros.  

  

EXPOSIÇÃO DE LONGA DURAÇÃO (2º e 3º andares)  

  

2º andar - Viagens da Língua. Experiências:  

  

Línguas do mundo  

Em uma das novas experiências do museu, 23 mastros se espalham pelo hall do 2º andar, cada um com áudios em um idioma. São saudações, poemas, trechos de textos e canções em gravações feitas por falantes de português, espanhol, italiano, alemão, francês, inglês, russo, hindi, grego, armênio, farsi, árabe, idishe, mandarim, japonês, coreano, turco, yorubá, quimbundo, quéchua, guarani-mbyá, yanomami e basco. As línguas foram escolhidas entre as 7 mil existentes no mundo segundo os critérios de seus laços com o Brasil – principalmente pela imigração – ou por representarem diferentes regiões do mundo e suas famílias linguísticas.  

  

Laços de família  

O tema das várias línguas do mundo e sua organização em famílias segue pela parede do corredor da Rua da Língua. Um diagrama animado desenvolve-se para mostrar a evolução da família indo-europeia, da qual o português faz parte, e o parentesco entre grupos linguísticos.  

  

Rua da Língua  

A instalação que se estende por toda a Grande Galeria – mimetizando a linha do trem da Estação da Luz alguns andares abaixo – teve seu conteúdo todo renovado. Para convidar o visitante a refletir sobre a linguagem na vida urbana contemporânea, as telas “se transformam” em paredes, murais, outdoors. Como nas ruas das cidades, ali surgem a poesia-relâmpago dos fragmentos verbais eruditos e populares: expressões, provérbios, pichações, poemas, propaganda, inscrições anônimas da grande cidade, em desenhos surpreendentes.  

  

São criações de artistas como Augusto de Campos, Arnaldo Antunes, Guto Lacaz, Felipe Grinaldi, Fábio Moraes, GG (Susto), Mana Bernardes e Coletivo Bijari, a partir da consultoria especializada de José Miguel Wisnik e Antonio Risério, com roteirização de Wisnik e Leandro Lima. A experiência tem trilha sonora original de Alê Siqueira e Cid Campos.   

  

Beco das palavras  

Uma das experiências que se mantiveram no Museu, com tecnologia renovada. Nas mesas interativas, o público deve formar palavras, descobrindo, de forma lúdica, a origem das palavras da língua portuguesa e os mecanismos secretos com que nossa língua pode sempre se renovar. A consultoria é do linguista Mário Viaro, com roteirização de Marcelo Tas.  

  

Palavras cruzadas  

Um dos principais espaços expositivos do Museu desde sua inauguração, também teve sua tecnologia multimídia renovada. Oito totens interativos com recursos audiovisuais e painel explicativo expõem as influências das principais línguas e povos que contribuíram para formar o português do Brasil. A navegação pode ser feita por palavra, descobrindo sua forma e pronúncia na língua de origem, ou por povos, investigando sua cultura, tradições e sua chegada no Brasil.  

  

O português do Brasil  

Estudar o português do Brasil é também estudar a história da formação do país e de seu povo. Esta Linha do Tempo passeia por diferentes períodos históricos - desde o Império Romano e Mundo Árabe, passando pelas Grandes Navegações, influências indígenas e africanas até questões atuais - através da combinação de diferentes recursos expográficos, como vitrines com objetos, textos, depoimentos de especialistas, mapas animados, vídeos históricos e obras literárias.  

  

Nós da língua   

A instalação “Nós da Língua Portuguesa”, novidade na exposição e que amplia a presença da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Museu, tem duplo objetivo. De uma parte, mostrar a presença estabelecida da língua portuguesa no mundo: o idioma é falado hoje em cinco continentes por 261 milhões de pessoas. De outra, mapear suas novas movimentações.  

  

Foi concebida a partir de textos e consultoria de especialistas e escritores como o angolano José Eduardo Agualusa e o moçambicano Mia Couto. “Ao mesmo tempo que ia sendo instrumento de dominação colonial, a língua portuguesa era já o avesso disso: componente fundamental na criação de identidades culturais autónomas, no Brasil, em Angola, em Moçambique, em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau”, diz o texto assinado pelos dois escritores.  

  

Na instalação audiovisual, os pontos em comum e a diversidade que marcam a língua portuguesa no mundo são reveladas através de três eixos: o intercâmbio entre os povos com o mesmo idioma; a ruptura dos colonizados com a língua dos colonizadores; e a invenção, com as trocas que enriquecem a língua até hoje. O visitante navega pelos diferentes rostos e sotaques; imagens históricas; conflitos; paisagens; culturas e formas de comunicação que compõem as identidades dos países.  

  

3º andar - O que quer e o que pode essa língua. Experiências:  

  

Falares  

“Falares” é como a língua se expressa nas falas do Brasil, nos territórios, nos corpos - nas gírias, na fala dos mais velhos, na linguagem das ruas, nas rezas, nas brincadeiras das crianças. Uma das novas experiências audiovisuais do Museu – com consultoria de Marcelino Freire e Roberta Estrela Dalva, roteiro e direção de Tatiana Lohman –, forma o mosaico de um Brasil diverso.  

  

Nove grandes telas verticais – que retratam anônimos e famosos, como a cartunista Laerte – formam uma espécie de “bosque” de falares, mostrando a diversidade do português brasileiro, suas variações geográficas e socioculturais. O visitante passeia por entre as telas, percebendo diferentes aspectos da língua portuguesa viva. Os depoimentos se desenvolvem em loop, com alguma conexão entre palavras, expressões e assuntos. Uma estação multimídia permite aos visitantes aprofundar a pesquisa sobre variação linguística, com o acervo de falares do país, depoimentos sobre a língua e explicações de especialistas.  

  

O que pode a língua   

No auditório, o público é convidado a mergulhar em um filme poético sobre o desenvolvimento da linguagem e seu poder criador, concebido e dirigido por Carlos Nader.  

  

Praça da Língua 

Uma das experiências originais do Museu, a Praça da Língua, espécie de ‘planetário do idioma’, mantém parte do seu conteúdo, homenageando a língua portuguesa escrita, falada e cantada em um espetáculo imersivo de som e luz.   

  

Concebida por José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski, traz um mosaico de músicas, poesias, trechos literários e depoimentos em língua portuguesa – de Carlos Drummond de Andrade a Dorival Caymmi, passando por Fernando Pessoa, Nelson Rodrigues e Lamartine Babo –, interpretados por nomes como Maria Bethânia e Matheus Nachtergaele. 

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CPLP: admissão da Espanha e da Associação Docentes de Português na Galiza

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na sua XIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, aprovou as candidaturas do Reino da Espanha na categoria de “observador associado”, e da Associação Docentes de Português na Galiza, como “observador consultivo”.

 

Numa Nota de Imprensa feita pública em 17 de julho, o Ministério dos Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação, indicou que «a candidatura da Espanha foi apresentada em 2020 por meio da remissão dos correspondentes Planos de Ação e de Promoção da Língua Portuguesa”. E ainda que “Cabe assinalar o notável impusionamento que a Comunidade Autónoma da Galiza deu à candidatura da Espanha, e, de facto, tanto a Academia Galega da Língua Portuguesa como o Consello da Cultura Galega já são observadores consultivos da CPLP».

 

Frisou ainda que na Espanha julga ter um notável potencial a promoção do «idioma português no âmbito nacional e internacional, em particular através do aprofundamento da cooperação entre o Instituto Cervantes, o Instituto Camões e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa».

 

A candidatura da Espanha produziu-se na sequência das gestões que vinha realizando o Governo autónomo da Galiza para a sua admissão na CPLP, com o apoio unânime do Parlamento de Santiago, no contexto da aplicação da Lei 1/2014 «Para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia», que tinha suscitado um amplo consenso. Estas gestões receberam o apoio operativo da AGLP na sua qualidade de “observador consultivo” nesse organismo internacional.

 

Na mesma jornada de 17 de julho, a Associação de Docentes de Português na Galiza, DPG, emitiu um comunicado anunciando a sua admissão como “observadora consultiva” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A associação profissional comprometeu-se a dar o seu melhor nesta nova etapa, com a responsabilidade acrescida de responder às expectativas que gera esta nova presença galega e espanhola neste organismo internacional.

 

Neste comunicado, a associação indicou que «A entrada da nossa associação neste organismo internacional é uma notícia que nos deixa muito felizes pelo que significa ao reconhecimento do nosso labor em defesa do ensino profissional da língua portuguesa na Galiza mas também pelas novas portas que se abrem para continuar a alargar os espaços de aprendizagem, debate e promoção do português como língua global».

 

Acrescentou ainda: Queremos agradecer a todas as pessoas que nos têm recebido e apoiado, às docentes da associação que se comprometeram às viagens, reuniões e elaboração de documentação e também ao apoio e conselho de entidades como a Academia Galega da Língua Portuguesa assim como às embaixadas dos diferentes países que nos receberam, onde pudemos expor o nosso trabalho e onde nos encorajaram a continuar com o processo».

 

 https://www.lamoncloa.gob.es/serviciosdeprensa/notasprensa/exteriores/Paginas/2021/170721portugues.aspx

 

https://www.dpgaliza.org/a-dpg-aceite-na-cplp/

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