Info Atualidade

Info Atualidade (409)

Calendário 2022 da Pró-Academia

Lembrando o Prof. Carvalho Calero

A jeito de presente de reis, a Associação Pró Aglp vem de lançar um calendário homenagem ao Professor Carvalho Calero para 2022. O calendário está disponível para a descarga em dous formatos, Parede ou Mesa desde o blogue da Pró Aglp.

Feliz ano!

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Apresentação em Ferrol da "Antologia da Poesia em Galego - Ernesto Guerra da Cal"

 No dia 22 de dezembro, exatamente 110 anos e três dias após o nascimento de Ernesto Guerra da Cal, foi apresentada a Antologia de poesia em galego: Ernesto Guerra da Cal, no lugar em que ele nasceu, em Ferrol. O evento correu na capela do Centro Cultural Torrente Ballester e participaram neste Tiago Alves Costa, em representação da Através editora; Joel Gomes, como especialista em Guerra da cal; a cantora Maria Giménez Fernández e os membros da AGLP, Paulo Fernandes Mirás (coordenador da antologia) e Isabel Rei Samartim (guitarrista e professora no Conservatório Profissional de Santiago de Compostela). 

O ato começou com a introdução e apresentação do Tiago. A seguir, o Joel fez uma síntese da vida e obra do Ernesto Guerra da Cal. Depois, o Paulo recitou vários dos poemas da Antologia acompanhado pela música da Isabel e fechou o ato com a Maria, com interpretação musical da Isabel novamente.

O público recebeu muito positivamente o trabalho feito e agradeceu com um grande aplauso o final do evento.

 Galeria de imagens (abaixo).

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2ª edição de "Guerra de Grafias - Conflito de Elites" de Mário J. Herrero Valeiro

A ATRAVÉS EDITORA vem de publicar a segunda edição desta obra do nosso académico MÁRIO J. HERRERO VALEIRO

Com motivo deste lançamento, disponibilizamos, com autorização do autor, o prólogo "Da eterna queda dos insetos. Grafias, ou formigas, na Galiza (do capitalismo) terminal" que fecha esta segunda edição. [  Abaixo]


Que é o galego? Quem fala esta língua? Nos 70/90 conformaram-se os grupos que lutam pola hegemonia social e política na hora de responder estas peguntas: o reintegracionismo e o autonomismo. O livro de Mário J. Herrero Valeiro repassa o jogo glotopolítico que levou a que uma das duas estratégias, a autonomista, alcançasse o estatuto da oficialidade bem como as relações com os detentores do poder político.

Ainda que a sua fundamentação ideológica começa já a se desenvolver nas últimas décadas do século XIX e continua ao longo dos dous primeiros terços do XX, esta guerra de elites enfrenta desde a década de 1970 os defensores da independência glotopolítica do galego em relação ao português (autonomistas, diferencialistas, isolacionistas) e os defensores da unidade glotopolítica do galego-português (reintegracionistas, lusistas, regeneracionistas). A posição legitimada é desde 1982-83 a diferencialista, através da sua sanção legal polo governo autónomo galego (exercido na altura polo partido nacionalista espanhol Alianza Popular). No poderoso valor simbólico que representa a ortografia, este conflito exprime-se na oposição entre determinados traços gráficos e/ou morfológicos aos quais se lhes concede (ou antes, aos quais alguém “atribui”) um alto valor significativo, indéxico de ideologias e identidades e de distribuição do poder social: a utilização de Ñ frente à de NH, a de LL frente à de LH, -ción frente a -ção ou -çom, presença ou ausência de Ç ou SS, -ble ou -bel frente a -vel (amable/amábel /vs/ amável), assimilação ou não do artigo determinado às formas verbais finalizadas em -R ou -S, diferentes acentuações gráficas, etc. Ainda que o diferencialismo é também defendido e, o que entendemos como aspeto fundamental, sustentado polos setores nacionalistas espanhois que detêm e usufruem o poder institucional, estas tuas tendências – na atualidade e polo menos numa parte dos seus precedentes históricos – podem ser inseridas com maior ou menor clareza num nacionalismo galego em que se enfrentam grupos com ideologias linguísticas irredutíveis.

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Antologia da poesia em galego de Ernesto Guerra da Cal

O nosso académico correspondente Paulo F. Mirás acaba de dar a lume a Antologia da poesia em galego de Ernesto Guerra da Cal num completo volume editado pola ATRAVÉS EDITORA e que conta também com o carimbo da AGLP.

O professor Paulo F. Mirás é também o autor da ANTOLOGIA DA POESIA EM GALEGO de RICARDO CARVALHO CALERO (2019), na mesma editora e a biografia de Ricardo Carvalho Calero (2020) publicada na editora Ir Indo.

Paulo Fernandes Mirás nasceu em Ordes e cursou estudos superiores na cidade da Corunha, onde realizou as carreiras de Inglês, Galego e Português; os mestrados de Literatura Cultura e Diversidade e de Professorado de Educação Secundária Obrigatória, Formação Profissional e Ensino de Idiomas. Está a fazer o Doutoramento em Literatura atualmente. É professor de língua e literatura galega e Académico Correspondente da AGLP.

Ernesto Guerra da Cal (Ferrol 1911 – Lisboa 1994) foi escritor, filólogo e catedrático da New York University. É um dos mais reconhecidos estudiosos de Eça de Queiroz e, para além da sua dilatada carreira como ensaísta, foi um grande poeta. Entre outras honras e galardões que recebeu, foi acolhido como Doutor Honoris Causa das universidades da Baía e de Coimbra e foi reconhecido como Membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

 

Nota do antologista

A escolha dos poemas contidos nesta antologia pretende mostrar os traços que caracterizam a lírica de Ernesto Guerra da Cal. Nela achamos influências medievais, um exaustivo desenho estrutural de cadência visual, mitologia grega e religiosa, erotismo, ironia e um profundo e amplificado sentido existencial que se purifica e amplifica segundo avançamos através dos diversos livros em ordem cronológica. Existencialismo metafísico, o sentido da vida, da morte, de Deus, acompanhados com o passar do tempo, a exploração da memória e dos seus ângulos, a infância e a terra onde estão afincadas as origens do poeta.

Para além do conteúdo, notificamos que os poemas foram escolhidos nas suas versões últimas sempre que existirem várias. Mantivemos o desenho poético no versificado e corrigimos as gralhas que achamos nas diferentes publicações. Descartamos as divisões nos poemários para simplificar e melhorar a deglutição dos poemas, para além de omitir as letras iniciais da produção que faziam parte do “Abecedário desfalcado” (A A..., A B..., A C... etc.) contido em Futuro imemorial, do qual só incluímos algum dos poemas, já que sem estar todos, carecia de sentido manter o início com cada letra do alfabeto. Para além disto, também suprimimos os inúmeros trechos e referências a autores e autoras que aparecem nos poemários, deixando somente os que encabeçavam os poemas, pois o poeta utilizava as diferentes divisões dos poemários para introduzi-los e estas foram eliminadas, como comentado anteriormente.

Como no caso de outros autores, como Carvalho Calero, Guerra da Cal mudou a ortografia segundo aprendia e a sua consciência linguística tomava o leme da sua produção poética. É por isto que a denúncia da situação da Galiza e o seu estado linguístico são temas recorrentes nos prólogos dos poemários e mesmo nalguns dos seus poemas. Tomamos como base para elaborar esta antologia, como indicamos na bibliografia: Lua de Além-Mar, Rio de Sonho e Tempo, Futuro imemorial, Deus, Tempo, Morte, Amor e outras bagatelas e Caracol ao pôr-do-sol, publicações datadas entre 1959 e 1991, ainda que alguns poemas foram escritos com anterioridade. Para as pessoas interessadas neste autor, é recomendável ler a obra Ernesto Guerra da Cal, do exílio a galego universal (2015), publicada na Através editora da mão de Joel R. Gômez, o maior especialista no poeta que aqui tratamos.

Finalmente, agradecer à mencionada editora a possibilidade de reviver os versos do professor e poeta Ernesto Guerra da Cal, à nossa família e amizades. Esperemos que este pequeno contributo ajude a fazer justiça e a elevar a obra literária deste grandíssimo intelectual para colocá-la no lugar que merece, longe da fria pedra do esquecimento, sob o sol da lembrança, para que o espelho dos anos seja indulgente com a sua sombra e o seu volume. Obrigado a todas e a todos.

Paulo Fernandes Mirás

 

Poemários de Ernesto Guerra da Cal

  • Guerra da Cal, Ernesto (1959). Lua de alén Mar. Vigo: Galaxia.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1961). “Poemas”, Papeles de Son Armadans, Tomo XXI, nº LXIII, 266-290. Madrid-Palma de Mallorca: Imprenta Messèn Alcover.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1963). Rio de Sonho e Tempo. Vigo: Galaxia.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1966). “Seis motivos do eu”, Papeles de Son Armadans, Tomo XLI, nº CXXIII, 285-291-. Madrid-Palma de Mallorca: Imprenta Messèn Alcover.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1985). Futuro imemorial (Manual de velhice para principiantes). Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1987). Deus, Tempo, Morte, Amor e outras bagatelas. Lisboa: Livraria de Sá da Costa Editora.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1990). Espelho cego. Málaga: Plaza de 35 La Marina.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1991). Lua de Além-Mar e Rio de Sonho e Tempo. A Corunha: AGAL.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1991). Caracol ao pôr-do-sol. A Corunha: AGAL. (publicado em 2001)
  • Guerra da Cal, Ernesto (1992). “Mester de Poesia”, AGÁLIA (nº 31), 393-410.
  • Guerra da Cal, Ernesto (1993). “Entressonho e Cavilação”, AGÁLIA (nº33), 58-63.
  • Guerra da cal, Ernesto (2000). “Ramalhete de poemas carnais”, em José Luís Rodríguez (ed.), Estudos dedicados a Ricardo Carvalho Calero, vol. II, 71-80. Santiago de Compostela: Parlamento de Galicia e Universidade de Santiago de Compostela.

 

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Académica Concha Rousia lança novo livro "O SAPO E A MARGARIDA"

O SAPO E A MARGARIDA

“O Universo inteiro se rende ante uma mente sossegada”
Lao Tzu

Vivemos tempos que correm muito depressa, que voam até. Tempos em que as pessoas andam mais sozinhas, mais silentes, mais isoladas, e por vezes mais fragmentadas também. Bulindo, mexendo sem pausa, para apagar com a música do viver o ruído das tripas da máquina do mundo, que vai devorando sem parada, tudo que surge. Como uma praga de lagosta de matéria inerte.
Corremos com agendas eletrónicas que falam, que tem alarmes com nome e sons específicos para dirigir-nos a uma atividade urgente e programada. Como a vaca aprende o som que antecede a comida ou avisa de que a vão mungir na granja. Pavlov não precisaria campainhas nem cães para os seus experimentos. Pontual tem que ser tudo neste tempo. Não dá para aprendermos os nomes de tudo o novo que aparece, quanto mais para descobrirmos para que serve cada cousa...
Tomáramos hoje os dias de conversa do mundo que ficou atrás. Cinco minutos por dia de pausa deste corre-caminhos de presente, para respirarmos ao ritmo da tartaruga com a que vivíamos no passado. Os que habitamos neste mundo e somos também habitados pelo mundo antigo, o mundo das conversas na era da oralidade, paramos para falar com os bichos, as plantas, as arvores, as rosas e até com a folha que voa neste outono que clama por minorar a nossa marcha.
Visitar mentalmente um lugar de pausa, um lugar de calma é o que recomendamos as pessoas que nos dedicamos a observar as mentes e o quanto forçadas elas vão. Como botão sempre a mão para parar as máquinas, o barulho, diminuir o cortisol, e ir reduzindo as pílulas, fugir da ansiedade, termo imprescindível para estendermo-nos nos tempos modernos. Sabido é que essas pausas dão um respiro ao cérebro, o corpo permite-se repousar, e as emoções encontram sua prateleira própria, para se assentar, em lugar de ir ter ao montão das trapalhadas adiadas sem classificar.
Para conseguir esse efeito ofereço a leitura desde livro, que nos abastece com textos breves por fora e imensos por dentro. Cada texto retém um pedacinho de mundo, mínimo e infinito, ao que podermos entrar e revisitar depois na memória, ou na releitura. Como botões que ativassem caminhos neuronais que nos levam para fora do labirinto do dia a dia, a respirar o sol da calma e da paz num cantinho dentro de nós, conhecido e esquecido. Serão pausas para descer do tempo cronologicamente veloz para ir ao tempo circular, eterno e reparador da vida emocional, tempo de reencontro, e não só...

Concha Rousia

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Académico Rudesindo Soutelo estreia a obra musical "TERESA MOURE"

Esta obra é uma homenagem à escritora e académica da AGLP Teresa Moure Pereiro (Monforte de Lemos, 1969), pela qualidade da sua obra literária, que muito aprecio, e pela simpatia e recíproca amizade pessoal. A obra constrói-se sobre os complexos {6,5} e {2,2,2,3,2} com ressonâncias de cantos tradicionais da Galiza.
A versão original é para Duo de Gaitas de fole em Dó. Há, ainda, uma outra versão para Duo de Saxofone/s Soprano em Sib e/ou Clarinete/s Sib. A versão original está numa tessitura diferente.

A ideia de escrever duos de gaitas de fole dedicados a pessoas das letras galegas, com as que partilho uma amizade, foi consequência de um projeto de ressuscitar a revista, dos anos setenta, Loia, que o grupo Bilbau ─a tertúlia do Café Comercial na Glorieta de Bilbao de Madrid─ tentou levar adiante, por proposta de Fermim Bouza Alvarez, na viragem do século. A minha contribuição seria um duo por cada número e assim nasceram os dois primeiros em 1999 e 2000; mas a revista não ressuscitou, e abandonei a ideia. Certo é que os gaiteiros, a quem enviei as partituras, não mostraram muito interesse e tanto Borobó como Manuel Maria morreram sem conseguir ouvir os duos que lhes dediquei. Só em 2005 é que Borobó foi estreado, mas Manuel Maria continua à espera.

Neste ano de 2021 decidi recuperar a ideia inicial e compus dois novos duos, Carlos Durão e Teresa Moure. Quando estava editando este último, achei que talvez uma edição para Saxofones ou clarinetes poderia ser uma boa alternativa e, porque não, outra para Flautas ou Violinos. Uns dias após estar disponível a edição desta última versão, recebo uma mensagem anunciando-me que ia ser estreada no dia 28 de outubro de 2021.

E assim foi, num concerto realizado no Ateneu Comercial do Porto por dois excelentes violinistas, Pedro Carneiro e Mariana Fernandes, e com um programa formado por obras de Bach, Bartók, Paganini, Kreizler e Ysaye, e com a sala esgotada. A ideia do concerto foi de Pedro Carneiro, violinista com uma sólida carreira internacional, para dar a conhecer uma jovem, Mariana Fernandes, no início do seu percurso profissional e que promete grandes sucessos.

Como curiosidade, a Mariana foi minha aluna num curto período em que lecionei História da Cultura e das Artes na Escola Profissional Artave, onde ela estudava. Assim, pois, Teresa Moure, que nasceu como duo de gaitas de fole, foi batizada em concerto como duo de violinos e tanto os três duos anteriores como os que venha a compor no futuro vão ter edições para flautas, violinos, clarinetes e saxofones, talvez, assim, os gaiteiros acabem por mostrar algum entusiasmo. Também terei de refazer a lista de candidatos a duos, pois algumas amizades resolveram afastar-se por eu defender o acordo ortográfico de 1990 como norma escrita do galego.

Os duos estão disponíveis em:

https://www.newmusicshelf.com/composer/rudesindosoutelo/

https://www.sheetmusicplus.com/publishers/publisher-by-rudesindo-soutelo-sheet-music/3018313


Rudesindo Soutelo

Biografia do autor na web da AGLP

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"A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS LIMITES DA GALIZA (II)" Académico José M. Barbosa lança segundo volume do livro

Segundo volume do livro A Evolução Histórica dos Limites da Galiza que visa explicar o percurso da Gallaecia/Galiza, através do tempo, a respeito da sua variação territorial até à atualidade.

O livro A Evolução Histórica dos Limites da Galiza pretende ser um trabalho de divulgação que visa explicar, com base em dados em fontes historiográficas, o percurso da Gallaecia/Galiza, através do tempo, a respeito da sua variação territorial até à atualidade. Este processo evolutivo —carregado de eventos fundamentais para a história da Península, da Europa e até da humanidade— não está isento de conflituosidade e concorrências com as outras entidades geopolíticas do seu entorno e mesmo de controvérsias, dum ponto de vista histórico-político, a respeito do seu protagonismo, não reconhecido pela historiografia tradicional espanhola. A leitura dos dois volumes hão de nos levar até uma visão consciencializadora duma realidade até há bem pouco tempo ignorada e difícil de encaixar na narrativa do Estado. Porém, também é necessária uma visão real, conflituosa, dum ponto de vista teórico e intelectual, para criarmos a consciência de galeguidade e gerar uma visão autocentrada do País que nos obrigue a tomar partido por nós próprios, sendo um motivo de autoestima.

Entrevista completa disponibilizada aqui

Ficha técnica da obra

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III ROTEIRO PELA GALLAECIA SUEVA (Braga, 23 de outubro).

Texto de Irene Veiga (do Conselho Diretivo da Ass. Pró-AGLP).

 No passado sábado, 23 de outubro, na cidade de Braga, a pró-AGLP, junto com a AGLP, as associações BRAGA+, CARRILEIROS, a iniciativa DTS e o grupo REINO DA GALIZA organizaram o III ROTERIO PELA GALLAECIA SUEVA na sua primeira parte (no mês de março, teremos a segunda parte, em terras de Ourense). Participaram por volta de trinta pessoas dos dous lados da raia que nada separa.

Assistimos no encontro a um afetuoso convívio, com vivas mostras de interesse pelas ligações que nos unem através da língua, a cultura e a história comuns. As pessoas portuguesas compreenderam em todo momento que o nosso jeito de falar era a variante galega do português e a comunicação fluiu sem qualquer problema. Nós, galegos/as percebemos uma grande solidariedade com a Galiza e um conhecimento da história e da língua que nos serviu para recarregar energias e nos deu força para continuar com o nosso projeto, que é também um projeto de vida.

Seguindo fielmente o programa previsto e aproveitando as excelentes condições meteorológicas, com um alegre sol que nos acompanhou durante toda a jornada, marcamos visitas ao museu de arqueologia D. Diogo de Sousa, o qual preserva, documenta, valoriza e divulga a história da ocupação humana do território do Noroeste português desde a Pré-História até à Idade Média, em particular da ocupação romana e da cidade de Bracara Augusta; à Torre de Menagem da cidade de Braga, monumento nacional desde 1910, é quase só o que resta do antigo castelo da cidade e conta com uma completa exposição sobre a origem e evolução histórica de Braga. Depois deslocamo-nos até o monte da Falperra para visitar a Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças, local onde ficam restos de uma basílica e um palácio (provavelmente, o palácio real) da época sueva. A continuação do percurso levou-nos até a capela de São Frutuoso de Montélios, edifício de feitura pré-românica, cruz grega, com influência bizantina e arcos de ferradura, semelhantes aos de Santa Comba de Bande e Santa Eulália de Bóveda, na Galiza. Finalmente visitamos o Núcleo Museológico de Dume (Sé de São Martinho); esta unidade museológica, tutelada pela Junta de Freguesia de Dume, tem como objetivo a preservação, valorização e divulgação das ruínas arqueológicas ali existentes, com particular destaque para os vestígios da Basílica sueva de Dume, bem assim como, do Sarcófago de S. Martinho.

Depois de concluído o roteiro oficial, ficamos em companhia de um grupo de amigos e amigas bracarenses cujo contacto recuperamos quando estivemos a apresentar a banda desenhada CARVALHO, CORAÇOM DE TERRA, na livraria “CENTÉSIMA PÁGINA”. Com eles celebramos o sucesso do roteiro e a nossa amizade e a cumplicidade de sermos galegos/as de cá e de lá. Combinamos para nos voltar a ver no fim de semana do 6 e 7 de novembro, para fazer um percurso por algumas vilas de Ourense e participar no magusto da ARCA DA NOE, no domingo, o qual será um convívio galaico-português.

As relações que se estabelecem entre as pessoas de cá e de lá são tão importantes para fundamentar os alicerces da verdadeira defesa da língua e a história comum como os que se criam entre as instituições; essa é a minha opinião sobre a realidade em que se devia assentar também a luta cultural no âmbito do reintegracionismo.

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Mídia: Conferência «Português, Multilinguismo e Ensino à Distância»

Realizou-se em dependências da Universidade de Santiago, o dia 4 de outubro de 2021, a conferência «Português, Multilinguismo e Ensino à Distância», organizado pela Academia Galega da Língua Portuguesa e a Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, com o patrocínio do Governo autónomo da Galiza.

A AGLP oferece os vídeos e algumas imagens representativas.

Na sessão inaugural o Diretor Geral da CPLP, Embaixador Armindo de Brito Fernandes, explicou as linhas gerais de atuação da CPLP, com destaque para a colaboração internacional e o impulso à promoção do português na área da ciência.

O Sr. Diretor-Geral de Relações Exteriores e com a União Europeia da Xunta de Galicia, Jesús María Gamallo Aller, explicou brevemente as ações que se tinham desenvolvido durante os últimos para a aproximação institucional da Galiza com a CPLP, citando uma primeira reunião com a AGLP como ponto de partida. Informou que em breve irá manter reuniões no Ministério dos Assuntos Exteriores da Espanha, para avançar em ações conjuntas neste foro internacional.

O Sr. Presidente da AGLP, Rudesindo Soutelo, além de agradecer os apoios recebidos na organização do evento, salientou duas linhas de atuação da Academia: O impulso pelo crescimento qualitativo, e a continuidade na colaboração institucional, interna e externa à Galiza. Pode ler-se o texto aqui.

O Dr. João Ima-Panzo, Diretor de Ação Cultural e Língua Portuguesa da CPLP na sua palestra “Estratégias Globais na Promoção e Difusão da Língua Portuguesa: Ciência, Cultura e Economia Criativa” informou do plano de ação da CPLP em que se inclui a implementação duma Rede de Escolas Amigas da CPLP e, através desta, a realização de múltiplas atividades em colaboração com distintos estamentos e organizações, dentro e fora do âmbito da Comunidade.

O Sr. Subdiretor de Ação Exterior e com a União Europeia, Xosé Lago Garcia, apresentou ou programa NORTEAR, de promoção da cultura comum galega e portuguesa, que se desenvolve na maior parte em colaboração com câmaras municipais e a Comissão de Coordenação do Norte de Portugal, com uma tendência ao alargamento a zonas geográficas próximas.

A Dra. Edleise Mendes, da Universidade Federal da Bahia / Observatório de Português Língua Estrangeira/ Segunda Língua (ObsPLE-PL2) na sua palestra “O ensino e a formação de professores de português em ambiente digital: os desafios da diversidade” destacou a importância que o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira / Língua Não Materna (PPPLE) irá ter no ensino digital de PLE para favorecer uma visão pluricêntrica. Também salientou a necessidade de criação e utilização de materiais didáticos com uma visão alargada e contrastiva das diferentes normas ou variedades nacionais. Entre as novidades apresentadas do portal, na secção de “grupos específicos” irá ser criado uma área de “Português para galegos”.

O Sr. Presidente da AGLP Rudesindo Soutelo informou, na sessão de encerramento, de uma comunicação do Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Dr. Incanha Intumbo, em que confirma a realização desse curso de formação, na Galiza, para a elaboração de materiais para o PPPLE - Portal do Professor de Português Língua Estrangeira, em colaboração com a Academia Galega da Língua Portuguesa.

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Conferência «Português, multilinguismo e ensino à distância»

A Academia Galega da Língua Portuguesa, e a Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, organizam a conferência «Português, Multilinguismo e Ensino à Distância». Terá lugar o dia 4 de outubro de 2021 em Santiago de Compostela, com o patrocínio do Governo autónomo da Galiza e a colaboração da Universidade de Santiago, entre outras instituições. O evento, de assistência livre, será divulgado em direto pelo canal de TV da Universidade, USCTV.

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